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Ser esperado, chegar, conhecer, conviver. Através desta manifesto minha alegria em estar aqui em Ariquemes, na Paróquia Rainha dos Apóstolos, sendo Pároco a partir de 30/01/16, junto com o Vigário Padre Renato Vicente Pohl quero abraçar a todos.
Esta é agora minha casa, minha família, minha cidade. Cada um de nós, certamente, tem seus desafios, esperanças e realizações. Sei que também a nossa Paróquia tem desafios, tanto espirituais como materiais. Digo que conto com a colaboração de todos, como também podem contar com a minha assistência em tudo quanto compete ao sacerdote na comunidade que lhe é confiada. Vim para servir. Sinto-me bem acolhido, e de coração a todos acolho para caminharmos juntos.
Estamos no ano da misericórdia. Aqui não é diferente de outros lugares, também aqui é preciso usar de muita misericórdia da parte de todos e com todos. Estamos no inicio da campanha da fraternidade que nos diz que o mundo, “casa comum, nossa responsabilidade”. Cada um de nós deve sentir-se responsável pelo bem que pode acontecer no mundo que nos cerca. Queremos todos nos sentir responsáveis e agir com responsabilidade.
Lembro que com Jesus todos tinham vez, todos tinham seu espaço, as pessoas iam a Ele e Ele as acolhia e Ele ia às pessoas. Que entre nós também seja assim. Há lugar para todos. Que os Zaqueus desçam da árvore, os Mateus se arrependam e partilhem, as Marias Madalenas acreditem na misericórdia e na acolhida divina, que os Josés e Marias continuem a sua caminhada com Jesus junto com os demais. Que desanimados se animem, afastados de Deus ou da Igreja encontrem seu retorno. Para quem chega e para os que acolhem sempre há certa curiosidade ou expectativa pelo novo. Estamos no mesmo barco, por isso, todos convocados a remar. Não importa o que temos, importa sim o que somos, certamente o fato de vivermos e sentir-nos como filhos e filhas de Deus nos faz agir com misericórdia neste espaço da casa comum onde cada um tem a sua responsabilidade. Não estamos apenas numa sociedade ou Igreja, mas somos agentes, transformadores no meio da criação divina. Ninguém deve se sentir apenas como um número, mas, alguém que usa de misericórdia com todos como Cristo. Também eu, não quero me sentir, apenas, como mais um. Que as boas atitudes e participação de cada um de nós faça o diferencial. Ou somos agentes de transformação, ou somos apenas mais um no número da população.
Que cada um de nós, neste ano da misericórdia, e nesta quaresma, onde refletimos sobre o mundo que é “casa comum, nossa responsabilidade”, se sinta comprometido com a obra que Deus quer realizar através de cada um de nós. Sei que somos passageiros, que nossas limitações e erros também sejam passageiros. O perdão é condição para sermos cristãos.
Sei que há ricos e pobres, mas, também sei que há muita gente generosa e de bom coração. Quanto mais somarmos no bem, mais fortes seremos para superar nossas limitações. Ricos ou pobres, grandes ou pequenos, sejamos todos ricos e grandes na misericórdia com todos e com humildade nos coloquemos na misericórdia de Deus que nos acolhe e nos abraça com ternura. Há muita gente esperando um abraço. Também Jesus nos espera de braços abertos.
Ariquemes, 17/02/16 Pe. Renato José Rohr scj
Postado: Leila Ruver| Tweet |