Leia na íntegra o texto de opinião do Pároco da Igreja Católica de Crissiumal

Quantas vezes fazemos a pergunta, ou chegamos a pensar. Se tivesse acontecido comigo, se eu estivesse no lugar daquela pessoa, se eu me tivesse acidentado. Ou até se estivesse sendo velado, ou sendo levado ao cemitério. Quais seriam as nossas preocupações, se é que ainda poderíamos nos preocupar.
Um dia a nossa história também vai findar. Sempre pensamos no outro que foi. O que será da sua família? O que será das suas posses? A pessoa esperava por essa? E a sua família? Para quem fica a vida continua. Parece que ninguém quer ficar viúvo ou viúva, ou enlutado. Alguém antecede o outro, alguém vai antes. Para quem fica e para quem vai certamente podemos imaginar o que cada um poderia pensar.
Para quem fica, ao olhar o esquife ou a procissão fúnebre, talvez poderia pensar; e se eu estivesse em seu lugar? Se eu tivesse sido chamado? Eu estaria preparado? Será que eu estaria em paz com todos? Não estaria devendo nada a ninguém? Estaria com os meus deveres cumpridos com Deus? Posso esperar a recompensa, ou ainda teria que pagar alguns erros da minha vida? Na minha consciência ficaria preocupado com o julgamento Divino? Ele tudo sabe, ele é misericordioso e justo.
Imaginemo-nos alguém em sonho pensar que teria morrido e gostaria de voltar para pedir perdão à alguém ou perdoar, por que em vida não abriu seu coração para a misericórdia e reconciliação, agora é tarde. Certamente não seria apenas um sonho, mas um pesadelo. Outro continuando a sonhar talvez gostaria de ter a chance de voltar para pagar ou devolver o que ficou devendo. Outro preocupado por que ficou com todos os bens para si, poderia ter usado eles para praticar a caridade, e agora, para ele não servirão mais para nada, para quem ficarão? Outro ainda pensando na sua vida familiar pensa; poderia ter sido mais pai! Poderia ter sido mãe mais carinhosa! poderia ter sido um filho mais grato! Ou um irmão mais fraterno.
Outros ainda, em sonho, pensando na sua vida espiritual refletem; Pena que não rezei mais, eu poderia ter vivido melhor a minha vida de Igreja. Reconhece que não achou tempo para celebrar o Dia do Senhor. Não teve respeito para com o sagrado. Reconhecendo que não viveu a sua santificação para a qual Deus o criou. Ocupado demasiadamente com as coisas do mundo, não se dedicou a Deus.
Amigos e amigas! A vida é passageira. Um dia deixaremos este mundo, e então, como nos encontraremos? Em Mateus 6,33 nos diz “buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e o resto vos darão por acréscimo”. Afinal com que nos ocupamos, ou, o que buscamos? Ninguém se ilude. Sabemos todos que a vida é passageira, e por isso, um dia será a nossa vez. É bom pensar, com seriedade, se convém continuar como estamos vivendo ou se precisamos dar uma revira-volta em nossa vida. Nós hoje ainda podemos pensar; “se fosse a minha vez” Vivamos com alegria, mas, com fidelidade a Deus. Ainda estamos vivos! Um dia será a vez de cada um de nós.
Crissiumal, 15/07/15 Pe Renato José Rohr scj
Postado: Leila Ruver| Tweet |