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Obituário - 15/01/2015 - Mensagem de três anos de falecimento de Arno Auro Johan


Por Rejane Johann Hagemann

Quem de nós não viveu uma situação de perda na vida? Com certeza todos nós já passamos por isso. Pode ter sido a perda de um ente querido por falecimento, um  amigo ou perda da saúde, emprego. A nossa vida e feita de ganhos e perdas.

 

PERDAS

 

Quando nos deparamos com as fragilidades da vida somos tentados ao desânimo. Mas quando perdemos alguém que nos é muito próximo, importante, fica a sensação de vazio, de saudade... a dor  é  imensa, sentimo-nos abalados, abandonados e somos tentados a desanimar. Mas precisamos enfrentar a dura realidade.

 

A experiência de perder alguém que amamos é uma das mais dolorosas pela qual passamos. E apesar de fazer parte do nosso ciclo de vida, a morte nos assusta, nos fragiliza. Torna-nos pequenos. Para alguns a morte é a perda mais apavorante que sofremos. A tristeza profunda pela morte, especialmente a repentina e prematura, pode somar-se a outros sentimentos como: choque, tristeza, culpa, inconformismo, raiva, solidão, aperto no peito, nó na garganta, descrença perda/ aumento de apetite...enfim. Cada pessoa reage de forma diferente, conforme a sua natureza, seu temperamento, seu estado emocional.

 

Não existem respostas, receitas fáceis, e prontas para que possamos conviver com as nossas perdas, mas o que não podemos é ignorá-la, sufocar as lágrimas e nem abafar o luto.

 

Não podemos repassar, transferir a nossa dor, mas podemos sim carregá-la e partilhá-la com nossos amigos, colegas,  com nossa família. Que bom quando temos com quem partilhar essa dor. Podemos encontrar um espaço para expressar nossos sentimentos e pensamentos, tão intensos e confusos. Amigas, a OASE  é, e deve ser esse espaço.

 

Como seres humanos frágeis que somos devemos conhecer nossas fraquezas e limites e reconhecermos a grandeza de Deus, que nos convida a viver.

 

“O Senhor anima o meu viver, ele sente a minha dor e me ajuda a viver,  quando o temor afeta o meu coração. Ele me conhece e me perdoa”...

 

Deus jamais abandona aquele que sofre que se encontra no meio do sofrimento. Ao contrário, ele nos ajuda a atravessar essa fase da melhor maneira possível quando colocamos a Ele em oração as nossas dificuldades e ansiedades. O sofrimento nos leva a ter em Deus uma fé ainda maior. Muitas vezes nos perguntamos “porquê”?, “porquê comigo”, “porquê meu pai...”diante do sofrimento vemos que essa pergunta é inapropriada, pois devemos perguntar sim “quem?” “quem está no controle de tudo”. Quando reconhecemos que esse “quem” é Deus Pai, o porquê perde todo o seu significado, sua importância. Jó reconhece a Deus em suas provas e apesar de estar confuso, desorientado, impuro, entristecido, apegou-se a Deus com todas as suas forças. Só Deus conhece todos os porquês da nossa vida e as causas do nosso sofrimento. Assim como Jó, que também possamos responder ao Senhor: “bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”.(Jó 42.2)

 

É muito difícil para nós deixarmos  partir aquele “alguém” que queríamos que fosse eterno, que permanecesse para sempre do nosso lado. Mas isso é algo que não está no nosso controle

 

DEUS, em sua infinita bondade nós dá um pai para que possamos  conviver com ele, amá-lo e respeitá-lo. Mas assim como ele nós dá, chega o momento, a hora do PAI chamá-lo para si novamente  porque “na vida nada nós pertence, tudo Deus nos quer dar...”

 

Para sempre vou me lembrar deste hino “Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma, é impossível agora viver sem lembrar-me de ti...”

 

Negar a dor de uma perda é como negar a própria vida. Perder dói, mas é um sofrimento que tem cura.

 

Por isso devemos viver todos os dias como se fosse o ultimo dia da nossa vida. Nós não sabemos o amanhã, mas Deus sabe, ele traçou  a nossa vida e o  futuro a Deus pertence.

 

Sou e serei eternamente grata a Deus pelo pai que tive.

 

Rejane  Beatriz  Johann Hagemann,

Postado: Leila Ruver
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