Por Rejane Johann Hagemann

Quem de nós não viveu uma situação de perda na vida? Com certeza todos nós já passamos por isso. Pode ter sido a perda de um ente querido por falecimento, um amigo ou perda da saúde, emprego. A nossa vida e feita de ganhos e perdas.
PERDAS
Quando nos deparamos com as fragilidades da vida somos tentados ao desânimo. Mas quando perdemos alguém que nos é muito próximo, importante, fica a sensação de vazio, de saudade... a dor é imensa, sentimo-nos abalados, abandonados e somos tentados a desanimar. Mas precisamos enfrentar a dura realidade.
A experiência de perder alguém que amamos é uma das mais dolorosas pela qual passamos. E apesar de fazer parte do nosso ciclo de vida, a morte nos assusta, nos fragiliza. Torna-nos pequenos. Para alguns a morte é a perda mais apavorante que sofremos. A tristeza profunda pela morte, especialmente a repentina e prematura, pode somar-se a outros sentimentos como: choque, tristeza, culpa, inconformismo, raiva, solidão, aperto no peito, nó na garganta, descrença perda/ aumento de apetite...enfim. Cada pessoa reage de forma diferente, conforme a sua natureza, seu temperamento, seu estado emocional.
Não existem respostas, receitas fáceis, e prontas para que possamos conviver com as nossas perdas, mas o que não podemos é ignorá-la, sufocar as lágrimas e nem abafar o luto.
Não podemos repassar, transferir a nossa dor, mas podemos sim carregá-la e partilhá-la com nossos amigos, colegas, com nossa família. Que bom quando temos com quem partilhar essa dor. Podemos encontrar um espaço para expressar nossos sentimentos e pensamentos, tão intensos e confusos. Amigas, a OASE é, e deve ser esse espaço.
Como seres humanos frágeis que somos devemos conhecer nossas fraquezas e limites e reconhecermos a grandeza de Deus, que nos convida a viver.
“O Senhor anima o meu viver, ele sente a minha dor e me ajuda a viver, quando o temor afeta o meu coração. Ele me conhece e me perdoa”...
Deus jamais abandona aquele que sofre que se encontra no meio do sofrimento. Ao contrário, ele nos ajuda a atravessar essa fase da melhor maneira possível quando colocamos a Ele em oração as nossas dificuldades e ansiedades. O sofrimento nos leva a ter em Deus uma fé ainda maior. Muitas vezes nos perguntamos “porquê”?, “porquê comigo”, “porquê meu pai...”diante do sofrimento vemos que essa pergunta é inapropriada, pois devemos perguntar sim “quem?” “quem está no controle de tudo”. Quando reconhecemos que esse “quem” é Deus Pai, o porquê perde todo o seu significado, sua importância. Jó reconhece a Deus em suas provas e apesar de estar confuso, desorientado, impuro, entristecido, apegou-se a Deus com todas as suas forças. Só Deus conhece todos os porquês da nossa vida e as causas do nosso sofrimento. Assim como Jó, que também possamos responder ao Senhor: “bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”.(Jó 42.2)
É muito difícil para nós deixarmos partir aquele “alguém” que queríamos que fosse eterno, que permanecesse para sempre do nosso lado. Mas isso é algo que não está no nosso controle
DEUS, em sua infinita bondade nós dá um pai para que possamos conviver com ele, amá-lo e respeitá-lo. Mas assim como ele nós dá, chega o momento, a hora do PAI chamá-lo para si novamente porque “na vida nada nós pertence, tudo Deus nos quer dar...”
Para sempre vou me lembrar deste hino “Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma, é impossível agora viver sem lembrar-me de ti...”
Negar a dor de uma perda é como negar a própria vida. Perder dói, mas é um sofrimento que tem cura.
Por isso devemos viver todos os dias como se fosse o ultimo dia da nossa vida. Nós não sabemos o amanhã, mas Deus sabe, ele traçou a nossa vida e o futuro a Deus pertence.
Sou e serei eternamente grata a Deus pelo pai que tive.
Rejane Beatriz Johann Hagemann,
Postado: Leila Ruver| Tweet |