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Polícia - 15/01/2013 - Crime mais brutal e trágico da história de Crissiumal completa 59 anos nesta quarta-feira


Em 16 de janeiro de 1954 um pai matou a esposa e quatro filhos pequenos na Cabeceira do São Vicente

Brutal, aterrorizante, horripilante, psicótico, estes podem ser alguns dos adjetivos utilizados para descrever o maior crime da história de Crissiumal e a única chacina de que se tem informações de ter ocorrido no município. Crime este que completa nesta quarta-feira, 16 de janeiro, 59 anos.

 

O fato ocorreu em uma propriedade rural da localidade de Cabeceira do São Vicente, onde um pai de família matou sua mulher e quatro crianças pequenas. Apenas uma das filhas, a mais velha, se fingiu de morta e sobreviveu.

 

Foram assassinados: Elsa Goldmeier Richter (29 anos, a mãe), João Richter (1 ano), ldon Richter (3 anos), Noemia Richter (4 anos) e Sonia Richter (6 anos). Todos eles degolados com o uso de uma faca, por Lucildo Richter.

 

Embora não houvessem muitos recursos de mídia na época, o crime consternou a região e chocou a comunidade, sendo que o enterro atraiu uma multidão.

 

O pai assassino, com as leis diferentes da época, foi condenado a mais de 100 anos de prisão, onde morreu depois de cerca de 15 anos encarcerado. A filha sobrevivente, Delcia, não reside mais em Crissiumal desde a época da tragédia, atualmente mora em Marechal Candido Rondon, no Paraná.

 

O Jornal A Notícia de Crissiumal realizou nas últimas semanas duas amplas reportagens sobre o caso, inclusive com a entrevista exclusiva da sobrevivente que esteve em Crissiumal, na edição do dia 21 de dezembro, onde ela se emocionou ao visitar o túmulo e contou a repórter Neila Daronco que também foi gravemente ferida na época, ficando viva “por milagre”.

 

O túmulo dos “Richter” é um dos mais visitados do Cemitério de Crissiumal.

 

Crédito das fotos: Leila Ruver / Guia Crissiumal e Reprodução da foto da Família Richter

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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