Fenômeno pode ser visto de forma parcial

O céu escureceu completamente por em torno de dois minutos nesta segunda-feira no Sul do Chile e na Argentina, após um novo eclipse total do Sol que emocionou milhares de pessoas que se deslocaram para essa zona para ver este majestoso espetáculo natural.
O eclipse solar total pôde ser observado no Chile, na Argentina e no sul dos oceanos Pacífico e Atlântico.
Em Crissiumal o fenômeno pôde ser visto com dificuldade, uma vez que muitas nuvens se concentravam sobre a região. Mas para brindar a região, junto com o eclipse, um belo halo solar se apresentou, algo bastante raro.

O eclipse, que faz o dia se transformar em noite por alguns minutos ocorre quando a Lua se interpõe entre o Sol e a Terra. "Como a Terra gira ao redor do Sol num plano, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo, a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa e geralmente a Lua passa acima ou abaixo do Sol. Mas quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, entre o Sol e o nosso planeta, e todos ficam alinhados, ocorre um eclipse solar", explica Paulo Sergio Bretones, professor do Departamento de Metodologia de Ensino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O halo é um fenômeno onde uma espécie de arco-íris se forma ao redor do sol. Isso acontece graças à refração da luz solar em cristais de gelo presentes em nuvens mais elevadas. Ele é um fenômeno natural, também denominado fotometeoro, decorrente da decomposição da luz solar pelos cristais de gelo que se formam em nuvens localizadas entre cinco e dez quilômetros de altura, as formações de nuvens que normalmente provocam o halo solar são as nuvens cirrus e cirrus-stratus. Estas nuvens são pouco espessas e permitem a passagem da luz e que o sol seja visto.
Fotos: Aline Ruver / Guia Crissiumal
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |