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Vera Academia - 14/09/2015 - Coluna Vera Academia dia 14092015


Sedentarismo

 

Sedentarismo, e não excesso de calorias, seria o principal responsável pela obesidade

 

Um estilo de vida sedentário, e não a ingestão calórica pode ser o culpado para o aumento da obesidade nos EUA, de acordo com uma nova análise de dados de um respeitado órgão científico. Um estudo publicado recentemente revela que nos últimos 20 anos tem havido uma diminuição acentuada no exercício físico e um aumento na média de índice de massa corporal (IMC), enquanto que a ingestão calórica se manteve estável. Os investigadores teorizaram que uma queda em todo o país em atividade física no tempo livre, especialmente entre as mulheres jovens, pode ser responsável pela tendência de alta nas taxas de obesidade. Os cientistas também acompanharam o aumento da obesidade abdominal, que é um indicador de mortalidade mesmo entre as pessoas com IMC dentro da normalidade. A obesidade abdominal é definida pela circunferência da cintura de 88 cm ou mais para mulheres e 102 cm ou mais para os homens. Os dados mostraram que a circunferência da cintura média aumentou em 0,37% ao ano para as mulheres e 0,27% para os homens. Embora o aumento da ingestão calórica seja frequentemente acusado de crescentes taxas de obesidade, nenhuma associação foi encontrada neste estudo; por outro lado, foi identificada uma relação entre as tendências ao longo do tempo por falta de atividade física e os números de IMC elevado.

 

O Estudo Bem estar, iniciativa da Unimed Porto Alegre, também demonstrou que as atividades físicas de lazer são mais benéficas que aquelas que fazemos por obrigação. A pesquisa, realizada em Porto Alegre, separou o impacto dos dois tipos de atividades físicas: as ocupacionais (ligadas basicamente às exigências do trabalho) e as de lazer (exercícios físicos planejados, esportes, corrida, dança, etc). Os resultados apontaram que os grupos de pessoas que realizavam mais atividades físicas de lazer apresentaram maiores níveis de bem-estar, enquanto as atividades ocupacionais não ofereceram benefícios perceptíveis.

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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