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Cultura - 14/08/2026 - Geração e Distribuição da Chama Crioula acontecem nesta sexta e sábado


Rio Pardo abre a programação dos Festejos Farroupilhas 2026

A 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula, em Rio Pardo (RS), marcam o início dos Festejos Farroupilhas 2026 no Estado. A programação, que se estende ao longo do fim de semana, tem início na sexta-feira (14/8), às 9h, no Sindicato Rural do município. O acendimento do símbolo tradicionalista está marcado para o fim da tarde, a partir das 18h15, durante solenidade oficial. No sábado pela manhã, a chegada da Chama na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário está marcada para às 8h30. Após cerimônia, ela será conduzida por cavaleiros para todos os municípios gaúchos. 

Os preparativos para o acendimento do fogo simbólico começam na sexta (14) pela manhã, com reunião dos diretores de Cavalgadas Regionais (detalhes abaixo). O desfile de apresentação das Regiões Tradicionalistas (RTs) ocorre a partir das 18h15, seguido da Solenidade de Abertura, que contempla espetáculos artísticos, shows e a Geração da Chama Crioula. Todas as atividades serão no Sindicato Rural de Rio Pardo. A programação do dia encerra com um show de César Oliveira e Rogério Melo, no Clube Taquari.

No sábado (15) pela manhã, lideranças tradicionalistas, representantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), autoridades e a comunidade em geral acompanham a cerimônia de acendimento do candeeiro na Igreja Matriz, bem como a distribuição da centelha aos cavaleiros, que a transportarão às RTs do Rio Grande do Sul. Um desfile das delegações regionais pelas ruas de Rio Pardo encerra a programação. 

Além das atividades oficiais, a exposição temática tradicionalista “Vultos Rio-Grandenses” estará disponível para apreciação até domingo (16), no Centro Regional de Cultura (Antiga Escola Militar). Também estarão abertos para visitação o Museu Barão de Santo Ângelo e o Museu de Arte Sacra (anexo à Igreja São Francisco), e as igrejas Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos e Matriz. As atrações são gratuitas e os espaços estarão abertos das 9h às 19h, sem fechar ao meio-dia.  

 

Sobre a Chama Crioula 

Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul, a Chama Crioula é um dos símbolos mais significativos da identidade gaúcha. Sua primeira geração ocorreu em 7 de setembro de 1947, quando um grupo de jovens tradicionalistas, liderado por Paixão Côrtes, retirou uma centelha da Pira da Pátria, em Porto Alegre.  

Mais do que um ritual, a Chama Crioula representa a continuidade histórica e o compromisso das gerações com a preservação da cultura gaúcha. Ela conecta passado e presente, inspirando comunidades a manterem vivas as raízes que moldam a identidade do Rio Grande do Sul. 

 

Legado missioneiro em destaque  

A Semana Farroupilha é um período de valorização das tradições gaúchas que envolve diversos segmentos da sociedade, como os Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) e o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). O conjunto de ações que compõem essa celebração recebe o nome de Festejos Farroupilhas. 

Arte gráfica em formato circular apresenta um selo comemorativo sobre fundo cinza claro. A borda externa é verde-escura com detalhes dourados e traz os textos “Festejos Farroupilhas” na parte superior e “Herança Jesuítica Guarani” na parte inferior. No centro, uma representação estilizada do mapa do Rio Grande do Sul é formada por pinceladas em azul, branco, amarelo e vermelho. Na parte inferior da composição aparecem elementos associados à história e à cultura gaúcha, como as ruínas de uma igreja missioneira, uma cruz de pedra, um cavalo, uma cuia de chimarrão e três figuras históricas em silhueta. Abaixo desses elementos está o texto “400 anos, Cultura e Tradição, 2026”. 

 

Em 2026, os Festejos Farroupilhas celebram o quadricentenário das Missões

Em 2026, o tema dos Festejos no Estado, escolhido pela Comissão Organizadora, é “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, que homenageia o quadricentenário das Missões. A proposta foi elaborada por José Antônio Borges, o Xirú Antônio, e pelos historiadores Márcia Borges e Cesar Tomazini, responsáveis pela pesquisa que fundamentou a escolha. Uma vez escolhida a temática, o patronato foi alçado a uma figura natural da região missioneira: a artista e palestrante Marianita Ortaça.

Neste mesmo sentimento, a canção tema "Patrimônio dessa terra" foi eleita pela Comissão para representar os Festejos. Composta por Flávia Nogueira e interpretada por Leandro Berlesi, a música reforça que "Tão verdadeiro como a alma desse Estado; Tem raízes no passado, nosso orgulho missioneiro!". ]

 

Fonte: Cultura RS

Postado: Clecio Marcos Bender Ruver
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