Por Professora Dinara Canabarro
Na natureza da espécie humana, nascemos sem saber falar e aprendemos a língua mãe por convivência. Os filhos aprendem não somente o que seus pais falam, mas também as falas de outros nos ambientes em que convivem.
O palavrão aparece no vocabulário da criança como uma palavra qualquer, já que não conhece nem entende seu significado.
O uso de palavrões no cotidiano das pessoas nunca foi tão frequente como é hoje. Talvez pela grande incidência de palavras obscenas em músicas, na televisão, em roteiros de filmes, de novelas, na internet, entre outros, esse uso tenha se instaurado mais efetivamente na vida dos jovens em idade escolar.
O palavrão é simplesmente um registro que marca liberdade, além de ser um meio eficaz de despertar a atenção do receptor.
Geralmente, os palavrões são ofensivos e destrutivos, pois são descargas emocionais inadequadas de sensações de frustração, de raiva, de inveja, de dor que afetam seus valores, vivências e relações pessoais e sociais.
O uso de palavrões por crianças e adolescentes é uma constante, mas que deve ser trabalhado de forma pedagógica, como também no ambiente familiar.
Se as crianças e adolescentes dizem palavrões, é porque os escuta no seu vocabulário cotidiano.
Os palavrões iniciam uma deterioração do respeito humano, pois é uma manifestação que ninguém gosta de receber para si.
Se o organismo for frágil como em crianças que ainda não conseguem se defender, tais palavrões acabam com a sua autoestima e identifica-se com o ser ofendido e não custa muito a julgar-se merecedor de qualquer maltrato. Os mesmos também os usarão com as mesmas intenções aprendidas dos seus ofensores, ou seja, passam a agredir outras pessoas da mesma forma.
É a educação que ensine a fraternidade a cada um dos seres humanos, eliminando o preconceito, a arrogância, o abuso e dessa forma, é possível criar um calor afetivo que desmancha qualquer mau humor e o vocabulário de palavrões.
Se em casa os palavrões não são escutados, os valores inseridos na família são os que vão prevalecer e as regras de boa convivência social vão sendo compreendidas e absorvidas pelas crianças na medida em que vivenciam as mesmas
Professora Dinara Canabarro
Postado: Leila Ruver| Tweet |