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Cultura - 14/04/2013 - Escritora crissiumalense lança poesia em homenagem a falecida mãe


Homenagem a minha saudosa mãe Adelina (nona), pelo seu aniversário – 13 de abril.

 

 

Era meio dia.

O sino começava a bater,

No leito calma, serena,

Minha mãe acabava de morrer

 

Segundos antes em seu semblante via

Uma luz radiante a iluminar!

Fiquei por instantes, sem ação,

Voz embargada, sem poder falar.



Olhei-a intensamente

Com os olhos da alma, do coração,

Enquanto uma prece a Deus fazia

Me dominava uma grande emoção.



Saí do quarto, nem sei como,

Amparada pela Rosalba, uma amiga,

Que disse: “Deixe-a calma,

Pois chegou a hora da partida”.



Quatro anos já passaram

De sua triste despedida...

Sua falta, mãe querida, é tanta,

Que em nenhum lugar encontro guarida.



À noite soluço, choro,

Invocando sua presença...,

Nada há no mundo capaz

De preencher sua ausência.



Muitas vezes, até de madrugada,

Nossas conversas iam e vinham em sintonia,

Contava-lhe todas as novidades

E também o que escrevia.



Sempre lhe escutava, atenta,

Pedindo sua opinião,

Porque era sábia e via longe,

Com uma fértil imaginação.



Em tudo há dor e desalento...

Se a chuva cai forte ou de mansinho,

Se faz sol, ou se o luar de esconde,

Sua lembrança revivo com carinho.





Jenair Vicentini

 



 

Postado: Leila Ruver
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