Homenagem a minha saudosa mãe Adelina (nona), pelo seu aniversário – 13 de abril.
Era meio dia.
O sino começava a bater,
No leito calma, serena,
Minha mãe acabava de morrer
Segundos antes em seu semblante via
Uma luz radiante a iluminar!
Fiquei por instantes, sem ação,
Voz embargada, sem poder falar.
Olhei-a intensamente
Com os olhos da alma, do coração,
Enquanto uma prece a Deus fazia
Me dominava uma grande emoção.
Saí do quarto, nem sei como,
Amparada pela Rosalba, uma amiga,
Que disse: “Deixe-a calma,
Pois chegou a hora da partida”.
Quatro anos já passaram
De sua triste despedida...
Sua falta, mãe querida, é tanta,
Que em nenhum lugar encontro guarida.
À noite soluço, choro,
Invocando sua presença...,
Nada há no mundo capaz
De preencher sua ausência.
Muitas vezes, até de madrugada,
Nossas conversas iam e vinham em sintonia,
Contava-lhe todas as novidades
E também o que escrevia.
Sempre lhe escutava, atenta,
Pedindo sua opinião,
Porque era sábia e via longe,
Com uma fértil imaginação.
Em tudo há dor e desalento...
Se a chuva cai forte ou de mansinho,
Se faz sol, ou se o luar de esconde,
Sua lembrança revivo com carinho.
Jenair Vicentini
Postado: Leila Ruver
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