Por Evanir Quanz Kraemer

Na data do dia 08 de dezembro do corrente ano, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul apresentou para a base aliada a proposta de reajuste para os professores do estado. De acordo com o governo os 60 mil professores que estão em sala de aula, nas escolas, vão receber reajuste efetivo de 22,5%, maior que a inflação desde 2019 até aqui. Porém a classe estava sem reajuste desde o ano de 2014 e a perda salarial de acordo com a presidente do CPERS, Helenir Schürer já representa um acúmulo de 51,3%.
É importante destacar que apesar do governo ter anunciado um aumento de 32% para a categoria, uma média de 22,5%, mas diferenciado para a classe onde há membros do magistério da ativa e aposentados que receberão aumento zero, sendo este absorvido pelas vantagens temporais (triênios e quinquênios), que foram transformados em parcela de irredutibilidade. Em outras palavras pode-se afirmar que o aumento passa a ser dado, para alguns servidores, com seu próprio salário.
De acordo com a diretoria do CPERS, haverá injustiça dentro da classe se não houver reajuste igual para todos. Além do mais o sindicato também reivindica a inclusão dos funcionários de escola na proposta, sendo que os mesmos estão fora da mesma e o mesmo período sem reajuste.
Até plausível mas não convincente, o governo argumenta que é o máximo que consegue fazer para conciliar o “reajuste” da classe com a “responsabilidade” de manter as contas em dia sem comprometer os cofres do Estado no futuro. É claro que isso a partir da visão do atual governo sobre o que enxerga como prioridade ou que deseja para a educação do futuro do Rio Grande do Sul.
Apesar dos aspectos negativos e catastróficos da perda gradativa das vantagens temporais, ressalta-se um fato positivo no qual a atual proposta respeita o reajuste do piso nacional do magistério e mantêm a diferença entre os níveis e classes o que precisa ser destacado.
É importante destacar que dentro da categoria do magistério há os que são extremamente favoráveis a presente proposta e há os que são radicalmente contrários. Cabe agora ao CPERS a difícil tarefa de manter a classe unida, de não incorrer nos mesmos erros do passado (onde o radicalismo extremo deixou a classe sem reajuste algum) e buscar avançar na negociações, fazendo-se sobressair parte de seus interesses, visto que do contrário, o mesmo perde a sua finalidade existencial.
Prof. Evanir Quanz Kraemer
Imagem Ilustrativa
Postado: Leila Ruver
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