Parlamentar esteve reunido com partidários

O deputado federal Giovani Cherini, presidente estadual do PL esteve em Crissiumal na tarde dessa sexta-feira (13/10).
O parlamentar foi convidado para a 2ª FECRIS, também esteve reunido com membros da Administração Municipal e partidários no Auditório Eloir Luiz Vargas Mangi, no centro administrativo municipal, onde ele foi recebido pelo prefeito em exercício Otavio Luiz Wehrmeier.

Cherini destacou suas ações para auxiliar o município, falou sobre as eleições do próximo ano e recebeu de Gustavo Brandemburg, um dos líderes do manifesto dos produtores de leite, uma carta com abaixo assinado de centenas de agricultores e pessoas de outros segmentos, pedindo ações que possam amenizar a crise do leite.

O que diz o documento:
“A Comunidade de CRISSIUMAL vem por meio desta carta aberta trazer à tona o debate sobre a importância e a valorização da agricultura e da pecuária familiar. Com a baixa dos produtos produzidos pelos agricultores, entendemos ser necessária uma reflexão sobre a atual situação da categoria, que é responsável por grande parcela do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e por alimentar a população, seja ela do campo ou da cidade. Os dados do Censo Agropecuário de 2017 demonstram a força e o potencial produtivo que a agricultura e a pecuária gaúcha possuem. São mais de 700 mil pessoas ocupadas na atividade e que estão distribuídas em mais de 293 mil estabelecimentos agropecuários no Rio Grande do Sul. No que se refere a alimentação, os produtos oriundos das famílias produtoras rurais são a base fundamental da cesta básica. Por exemplo, cerca de 83% do leite consumido tem como origem as propriedades familiares. E apena um exemplo, mas poderíamos citar muitos outros. Entretanto, nos últimos meses, nossos agricultores e pecuaristas familiares enfrentaram uma série de adversidades que tornaram ainda mais complexa a atividade primária. Por dois anos consecutivos, o Rio Grande do Sul foi castigado por severas estiagens que provocaram muitos prejuízos nas lavouras de várias regiões do Estado em culturas que são consideradas fundamentais, dentre elas o milho, grão que é base para a ração animal e muito importante para a alimentação humana. Para agravar ainda mais a situação, no mesmo período, veio a pandemia do coronavirus, que levou ao cancelamento de feiras e eventos, espaços que são grande vitrine para a realização de bons negócios. Ainda, o fechamento do comércio e as demais restrições que foram impostas, ampliaram as dificuldades. Como se os fatores já citados não fossem suficientes, as constantes elevações de preços em diversos itens básicos para a cadeia produtiva fizeram com que o custo de produção saltasse de forma assustadora. Importante salientar que, em muitos casos, o produtor não consegue repassar os aumentos e acaba tendo a sua rentabilidade diminuída. Ainda sobre as elevações no custo de produção, é importante frisar que algumas cadeias estão se tornando quase inviáveis, como o leite, por exemplo, sendo que o mesmo teve nos últimos meses uma desvalorização mais de 40%, sabemos que isto está acontecendo em parte pelo grande volume de leite importado do MERCOSUL. Segundo uma pesquisa realizada pela EMATER/RS em 2015 tínhamos 84.199 estabelecimento rurais produzindo leite e em 2023 são 33.019. Apesar das dificuldades anteriormente citadas, nossos (as) agricultores(as) familiares não desistem e seguem produzindo os alimentos tão necessários para a manutenção da vida em nosso planeta. Vale aqui lembrar que estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontam para significativo aumento populacional nos próximos anos o que, consequentemente, fará com que a demanda por alimentos seja a cada dia maior. Sendo assim, se faz necessário questionar: o que está sendo feito para proporcionar aos agricultores e pecuaristas familiares as condições necessárias para que a produção de alimentos seja ampliada e supra o aumento na demanda?
A agricultura e a pecuária familiar precisam de melhores estruturas de estradas, de energia elétrica e de internet no campo, fatores que atualmente acabam fazendo com que os jovens deixem suas propriedades, além de elevar custos e frear a produção.
Também, é necessário trabalhar em políticas públicas que alinhem custos de produção e preço do produto, pois isso garante renda ao produtor. O poder público, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, devem unir forças para dar as condições necessárias para que a produção de alimentos prossiga e prospere. Hoje, sentimos falta de um planejamento a longo prazo para a agricultura e a pecuária, no Estado e no Brasil, e de políticas agrícolas duradouras e não apenas Plano Safra, que ajuda, mas não traz garantias de rentabilidade nem proporciona assistência técnica adequada que auxilie no momento de fazer investimentos na sua propriedade.
Na forma como estamos atualmente, algumas cadeias estão se tornando praticamente inviáveis, dentre elas, a de milho, a de trigo, a de gado de corte e a de leite. Os agricultores e pecuaristas familiares têm consciência do importante papel que exercem na sociedade. Eles querem produzir, gerar riquezas, impostos, empregos no campo e na cidade, mas também querem ter lucratividade, pois dependem da atividade para sustentar suas famílias.
Sejamos todos parceiros da agricultura e da pecuária familiar. O Rio Grande do Sul, o Brasil e o mundo só têm a ganhar. Neste sentido esperamos que se tome algumas medidas urgentes:
- A CONAB fazer as importações de leite.
- Garantia de pagamento preço mínimo para os produtos agrícolas.
- Subsidio no preço do óleo diesel para a agricultura.
- Recursos para um empréstimo emergencial para os agricultores.
- Prorrogação do prazo de pagamento das parcelas de custeio e investimento."
Assista abaixo a entrevista de Cherini ao Guia Crissiumal.
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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