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Agricultura - 12/08/2015 - Crissiumalense participou da Marcha das Margaridas, em Brasília


Leila Prediger Waechter representou Crissiumal

A Crissiumalense Leila Prediger Waechter representou Crissiumal na 5ª Marcha das Margaridas, em Brasília, através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da FETAG.

 

O ato aconteceu em frente ao Ministério da Fazenda, onde segundo a FETAG, mais de 500 mulheres do Rio Grande do Sul, estiveram na manhã de terça-feira (11) pedindo a presidente Dilma Rousseff, que anuncie, nesta quarta, o decreto de regulamentação do Programa Nacional de Crédito Fundiário – PNCF. Ao mesmo tempo, a Fetag-RS, através da coordenadora de Mulheres, Inque Schneider, do tesoureiro-geral, Sérgio de Miranda, da 1ª secretária, Josiane Einloft, do deputado federal, Heitor Schuch, e demais lideranças protocolaram um documento que contém os motivos para a referida solicitação de alterações.

 

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, espera que a presidente Dilma assine o decreto e com isso traga tranquilidade aos agricultores e seus filhos, que teriam a oportunidade de adquirir uma área de terras. “O crédito fundiário não substitui a reforma agrária, mas é fundamental para adequar módulos e possibilitar que o agricultor que vai vender sua propriedade, que o faça para algum familiar em detrimento de um especulador”, justifica.

 

A Fetag cobra de forma sistemática do governo federal a assinatura do decreto. As promessas vêm ocorrendo desde abril, durante o 4º Festival da Juventude, depois em maio no Grito da Terra Brasil, logo em seguido no Plano Safra e agora na Marcha das Margaridas. “Esperamos que Dilma se sensibilize com o pedido das mulheres, que pedem terra para os filhos continuarem produzindo alimentos para a nação”, conclui o dirigente.

 

AS ALTERAÇÕES PEDIDAS:

Manutenção da atual taxa de juros e rebates praticados no programa;

Ampliação do patrimônio para no mínimo R$ 100 mil;

Manutenção da linha de financiamento para os Jovens com recursos do Fundo de Terras da União;

Que a garantia real seja apenas o imóvel a ser adquirido não havendo a necessidade de incluir outro bem.

 

Além disso, a necessidade de que um novo fluxograma das propostas seja realizado, visando a desburocratização e facilitando o trâmite das propostas a serem encaminhadas.

 

 

Nesta quinta-feira Sendo a 5ª Marcha das Margaridas, começou com a concentração nas primeiras horas no Estádio Mané Garrincha e ganhou as ruas de Brasília, colorindo o Eixo Monumental e culminando com o cercamento do Congresso Nacional, com o recado claro de lá deveriam estar representantes do povo. No gramado ao centro da Esplanada dos Ministérios, bandeiras e faixas davam o tom da reivindicação de cerca de 70 mil margaridas. O ato público não deixou dúvidas:  foi uma manifestação em defesa da democracia.

 

Contemplando os oito eixos temáticos da marcha, representantes de federações, sindicatos, entidades parceiras da Contag e uma gama de mulheres, e até homens, mostraram a cara e mostraram a que vieram.  Temas como soberania e segurança alimentar, violência contra a mulher, biodiversidade, agroecologia, autonomia econômica, saúde e educação não sexista foram apresentados de forma direta e criativa. Faixas feitas com redes, tecidos coloridos até as tradicionais, sempre enfeitadas com margaridas, bonecas de pano, fuxicos e toda sorte de material costuradas , na maioria das vezes, pela próprias mulheres.

 

Do alto dos quatro carros de som, palavras de ordem de lideranças de todas as partes do  país orientavam o andar das margaridas. A ideia era garantir a visibilidade da mobilização que, reconhecidamente, é a maior do movimento sindical do Brasil e da América Latina. Alessandra Lunas, secretária de mulheres da Contag, perguntou para as margaridas assim que a praça foi tomada, se alguém estava cansada... A resposta veio alta: Não!! “Nem  eu”, gritou ela de volta. “Nós marchamos sempre, essa é uma mostra da força de nossas mulheres, que vem de todos os pontos do Brasil para dizer que não suportam mais a forma como são tratadas”. Alessandra insistiu que as mulheres têm que ocupar os espaços de poder. “Somos 52% da população e queremos 52% dos assentos desse lugar”, referindo-se à Câmara dos Deputados. O recado para a sociedade é que “lutamos contra a redução da maioridade penal, pela manutenção dos royalties do petróleo destinados à educação e direitos iguais”.

 

Fonte: Fetag / STR

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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