Precipitações acima da média, e altas temperaturas serão auxílio para crescimento da produtividade
O ano de 2013 começou com uma paisagem totalmente diferente do ano anterior, o qual já era marcado por uma grave seca, preocupando muitas famílias do Noroeste. Este fato proporcionou então, boas perspectivas de clima, de produtividade e de valor dos grãos para este novo ano.
As lavouras de soja se encontram no momento, na maioria no início da floração, visto que o último plantio se concentrou no final do mês de outubro, com cultivares de ciclo precoce, o que vem sendo o procedimento do produtor nos últimos anos.
Segundo informações do engenheiro agrônomo da Cotrimaio, João Carlos Loro as últimas chuvas registradas são essenciais para o um desempenho final positivo da cultura. “As precipitações ocorridas durante o mês de dezembro e início de janeiro, aliadas as temperaturas, tem dado condições ótimas para o desenvolvimento das lavouras”.
Por outro lado, estas mesmas condições exigem, a partir desta fase, que o produtor e os técnicos responsáveis pela assistência técnica, estejam atentos à ocorrência de pragas e doenças. “Muitas pragas já foram controladas, porém os produtores devem ficar atentos em relação às doenças, em especial à ferrugeme os percevejos”.
Com estas condições climáticas, precipitações acima da média e temperaturas altas, devem ocorrer à antecipação do aparecimento das doenças. “Sendo assim é muito importante o monitoramento permanentemente das lavouras, pois a definição do momento exato da necessidade do controle vai ser o diferencial visando alta produtividade”.
Neste ano muitos produtores adotaram a estratégia de aplicação de fungicida antes do fechamento das linhas de soja, com isso melhorando o controle visando à manutenção das folhas da parte inferior da planta sem doenças de final de ciclo, o que seguramente contribuir positivamente na produtividade. “Toda a estratégia de controle deve ser organizada com o técnico responsável pela condução da lavoura para assim ter um resultado positivo”.
O plantio da soja, que ocupa 673.100 hectares nos 45 municípios de abrangência da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, foi finalizado dentro do período e está com excelente desenvolvimento vegetativo e iniciando a fase de floração. A estimativa é que pouco menos de 3% da área total destinada à cultura ainda deve ser semeada neste início de janeiro, referente ao espaço antes destinado ao milho plantado em final de julho. A expectativa é que sejam colhidas, em média, 41 sacas de soja por hectare.
Um ano para recomeçar
Segundo o analista de mercado Farias Toigo, cerca de 45% dos produtores já fizeram a venda antecipada do grão no Rio Grande do Sul. Mesmo que a cotação tenha sofrido baixa nas últimas semanas, a tendência é de recuperação no primeiro trimestre do ano, antes da entrada da safra sul-americana, e de preços acima dos registrados no final de 2011, quando a soja encerrou o ano perto de R$ 50 a saca de 60 quilos. “O produtor tem de aproveitar esse momento para vender o produto, pois no segundo semestre deveremos ter uma queda nos preços com a entrada da safra americana”, estima Toigo.
Fonte: Cooperjornal
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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