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Polícia - 11/06/2014 - Operação Leite Compensado 6-Fraude continua no noroeste gaúcho e envolve cooperativa do PR


Ação ocorre em 10 cidades do estado

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (RS) realiza na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Leite Compensado 6. A ação ocorre em dez cidades do Estado e em uma do Paraná (PR) pelo fato da fraude continuar no noroeste gaúcho e desta vez envolver uma cooperativa paranaense.
A Confepar , que compra no RS em média 7 milhões de litros de leite, é investigada por adquirir o produto adulterado com água e uréia (que contém substância cancerígena) e distribuir no estado paranaense através da marca Polly.
Cerca de 70 servidores cumpriram três mandados de prisão, um no Paraná, e 16 de busca e apreensão. Um dos detidos é reincidente, pois foi denunciado na primeira edição da Leite Compensado.
Os mandados foram cumpridos hoje nos municípios gaúchos de Ijuí, Taquaruçu do Sul, Campina das Missões, Alegria, Boa Vista do Buricá, Crissiumal, São Valério do Sul, São Martinho, Cruz Alta e Coronel Barros.
Adulteração

O promotor criminal Mauro Rockenbach destaca que investiga a Confepar pelo fato de ter provas da aquisição de leite adulterado da cooperativa no Rio Grande do Sul. Além de duas pessoas que obtiveram delação premiada após confirmarem o envolvimento dos suspeitos, 60 laudos (192 mil litros), com amostras coletadas em março e abril, confirmam leite adulterado com água, ou vencido.
O Ministério Público do Paraná foi acionado porque o produto é processado, industrializado e comercializado naquele estado. No entanto, a adulteração ocorre no noroeste gaúcho e a cooperativa acaba aceitando por acreditar que as substâncias usadas irão se diluir quando misturadas com grandes quantidades de leite.
Prisões

Após mais de seis meses de investigações, ficou comprovado que a cooperativa adquiria leite fraudado ou em deterioração. O esquema envolvia o responsável pela captação no posto de resfriamento da Confepar em São Martinho, Fernando Júnior Lebens, que foi preso.
Entre diversos transportadores que entregavam o produto adulterado, foi identificada a Cooagrisul, de Taquaruçu do Sul. O presidente Alcenor Azevedo dos Santos também foi preso. De acordo com as investigações, a Cooperativa produz 20 mil litros de leite por dia, mas só tem capacidade para armazenar 12 mil. Além disso, Alcenor é apontado como comprador de ureia no mesmo período em que entregou leite adulterado no Posto da Confepar.
Reincidência

Outro preso é Diego André Reichert, também transportador de leite cuja sede da empresa fica em Campina das Missões. Ele entregou leite irregular, sem condições mínimas de higiene, na maioria das vezes em estradas vicinais.
Fonte: Blog Casos de Polícia/ Clic RBS
Foto: Cid Martins
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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