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Geral - 10/10/2017 - Escritor Ari Heck será palestrante em Audiência Pública na Câmara dos Deputados


A Audiência inicia às 15hs no Plenário 13 da Câmara dos Deputados e será transmitida pela TV Câmara

No próximo dia 18 de outubro, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara dos Deputados realizará uma Audiência Pública para discutir a situação dos vitimados da Poliomielite e Síndrome Pós Poliomielite. O evento é sugerido pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS (Sintrajufe) e é proposto pelo deputado gaúcho João Derly (Rede) e a deputada paulista Mara Gabrili (PSDB), mas conta com apoio de diversos outros deputados, como a deputado carioca Benedita da Silva (PT).

Dentre os palestrante estará o escritor barbosense Ari Heck, que é um dos milhares de vitimados da poliomielite. Ele falará em nome dos mais de 20 mil gaúchos e mais de 200 mil brasileiros que foram vitimas da paralisia infantil. Assim como o Ari, a pólio deixou sequelas severas e até hoje o Brasil sequer tem atendimento pelos SUS a estes vitimados. Hoje somente a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) atende aos vitimados, o que torna impossível o atendimento aos vitimados de outros estados.

Para o Ari Heck “o fato da Câmara dos Deputados começar a discutir o assunto já é um avanço, mas não podemos admitir que o Brasil continue esquecendo seus vitimados, fingindo que nada aconteceu. Somos deficientes porque o Estado brasileiro não nos imunizou do vírus. Agora estamos cobrando o nosso direito”.

Além do Ari Heck, também participam um representante do Ministério da Saúde, o dr. Acary Bulle, médico da Unifesp e autor do CID da Síndrome Pós-poliomielite, Ari Colati fundador da primeira associação de vitimados e a Dra. Rosangela Rebbel, doutora em direito e especialista na área, com atuação na Espanha e Portugal.

A Audiência inicia às 15hs no Plenário 13 da Câmara dos Deputados e será transmitida pela TV Câmara e através do site da Câmara dos Deputados.

Para o Ari “falar em nome dos milhares de vitimados será um honra mas também uma oportunidade para cobrar das autoridades o mínimo de dignidade. Queremos mostrar que estamos vivos, contribuindo para o Brasil mas, exigimos dignidade humana”, concluiu.

Postado: Leila Ruver
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