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Vera Academia - 10/04/2015 - Coluna Vera Academia 10042015


Para cada problema, um jeito certo de malhar

 

Há incontáveis tipos de exercício que podem fazer parte de um treino de musculação. Revelam-se agora quais os mais, e os menos, indicados para combater uma dúzia de doenças da pesada, da diabete ao câncer. É fundamental salientar que só pode fazer musculação ou qualquer atividade física estruturada quem estiver saudável ou com uma doença sob controle, começar a puxar ferro da noite para o dia sem uma avaliação médica, e a supervisão do educador físico, é um risco que ninguém precisa correr.

 

HIPERTENSÃO: Os maiores cuidados ao prescrever exercícios de musculação para os hipertensos são recrutar poucos músculos por vez, não prender a respiração e descansar dois minutos entre uma série e outra.

 

DIABETE: Combinar o treino aeróbio com o de resistência é a estratégia perfeita para regular a glicemia em diabéticos do tipo 2. Os cuidados fundamentais são medir a glicemia antes, durante e depois, e entrosar o exercício com o tratamento.

 

OBESIDADE: Após um período de adaptação, recomenda-se investir em treinos curtos e intensos de musculação e priorizar abdômen e costas, pois a barriga sobrecarrega a coluna, fomentando desvios posturais.

 

FIBROMIALGIA: Nesse contexto, a musculação, apesar de não ser prescrita no início do tratamento, auxilia a remover toxinas dos músculos, afastando as dores. Recomenda-se levantar pesos leves e progredir lentamente, programar o horário dos treinos nos momentos em que as dores dão uma trégua, e não forçar regiões sensibilizadas.

 

SARCOPENIA: Marcada pela degeneração das fibras musculares, é mais frequente em idosos. Os exercícios devem ser conduzidos com cuidado redobrado e acompanhamento próximo. Devem ser com elevada intensidade e, suplementos alimentares como wheyprotein, se combinados às sessões de malhação, colaboram para o fortalecimento muscular.

 

OSTEOPOROSE: Na musculação para pessoas com osteoporose é importante valorizar exercícios funcionais e reforçar as áreas enfraquecidas. Por exemplo, as vértebras e o fêmur.

 

OSTEOARTRITE: Também conhecida como artrose, ela nada mais é do que um desgaste das juntas. Neste caso, na musculação, é indicado reduzir as repetições e aumentar a carga, dar foco à área abalada. No caso de aárea amais afetada ser o joelho, a cadeira extensora traz um risco maior ao joelho com osteoartrite. É aconselhável procurar outra alternativa com o educador físico.

 

LOMBALGIA: A dor na base da coluna é uma velha conhecida dos brasileiros. Para reforçar a musculatura dessa região é importante lançar mão do core training, não fazer levantamento terra e agachamento e realizar muito alongamento.

 

PARKINSON: Recentemente, descobriu-se que práticas que exigem coordenação motora e equilíbrio ofereceriam melhores resultados no sentido de amenizar os tremores.. Nos aparelhos de musculação é importante executar o movimento completo. Sessões de alongamento são vitais.

 

ASMA: Para os asmáticos, orienta-se diminuir a carga e elevar o número de repetições, a levar o inalador para a academia e fortificar o peitoral e as costas.

 

DOENÇA RENAL CRÔNICA: Neste caso, a musculação estimula a musculatura e contra-ataca a sua degeneração, o que se traduz em maior qualidade de vida. Os maiores cuidados são de não mexer muito o braço com o acesso e de regular a ingestão de água.

 

CÂNCER: Entre as reações adversas de determinados quimioterápicos e da radioterapia está a perda de massa magra, e o treinamento de força pode fazer com que os músculos não definhem. Agora, o treinamento de alguém com câncer deve ser obrigatoriamente supervisionado, até porque cada tipo requer cuidados específicos, que ainda variam de acordo com o paciente. Recomenda-se reforçar as regiões abaladas e mexer-se logo que os sintomas de enjoo e cansaço desaparecerem.

 

 

 

Postado: Leila Ruver
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