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Na próxima segunda-feira comemora-se o dia das crianças. Dia reservado para as crianças. Costuma-se dar presentes para os filhos, afilhados, netos. Em alguns casos, são as próprias crianças que escolhem o presente que desejam ganhar. E, nessas escolhas, nem sempre é possível para os pais darem o que é desejado.
Um presente é, antes de qualquer coisa, uma demonstração de amor, afeto, carinho. O presente é dado, seja qual for a ocasião ou circunstância, para trazer alegria.
Qual seria o melhor presente que poderíamos dar as nossas crianças?
Brinquedos quebram, estragam, ficam velhos, perdem a graça e, depois, são descartados, esquecidos, jogados em algum canto. É uma alegria passageira. Momentânea.
O melhor presente não se pode mensurar pelo tamanho ou o valor monetário. O melhor presente é aquele que oferece algo melhor do que momentos passageiros de diversão. O melhor presente que qualquer criança pode receber é os pais presentes. Presentes em toda a vida. Tanto nos momentos de diversão, como nos momentos de choro, dor, decepção, revolta, tristeza.
Há os pais que pretendem compensar a sua ausência com presentes. Não é o que as crianças querem, nem precisam. Elas querem e precisam mais. Muito mais.
A medida que as crianças crescem, o nível de exigência também cresce. Quando pequenas, qualquer objeto serve para deixar a criança ocupada. Quanto maior a criança, maiores serão as necessidades. Há um ditado popular alemão que diz: “Kleine Kinder, kleine Sorgen, große Kinder, große Sorgen.” “Crianças pequenas, preocupações pequenas. Crianças grandes, preocupações grandes.”
Não apenas os presentes e as preocupações tendem a crescer com as crianças. Também a necessidade de os pais estarem presentes na vida das crianças, seja qual for o seu tamanho ou idade.
Os pais precisam ver que, mais do que motivos de preocupação, os filhos “são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção” (Salmo 127.3). E, como um presente precioso e de valor inestimável, precisam ser bem cuidados. Por isso o sábio aconselha no livro dos Provérbios 22.6: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”.
Que o melhor presente que damos às nossas crianças seja sempre estarmos presentes em suas vidas, para que “os filhos conheçam a força que brota do amor” (Pe Zezinho, Oração da Família).
Feliz dia das crianças para todos.
Por Samuel Wolter. Pastor da Igreja Luterana, Paróquia de Doutor Maurício Cardoso, RS
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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