Vilmar Alaídes Schaefer ouviu pai e filho no final da tarde de segunda-feira
O pai e o adolescente de 15 anos suspeito de efetuar o disparo que matou Valmir Estevão Júnior, 13 anos, em Santa Rosa, no noroeste do Estado, se apresentaram a Polícia Civil no final da tarde desta segunda-feira. Os dois haviam fugido do local, segundo a polícia. Em depoimento, o garoto alegou que o disparo foi acidental.
— O pai assumiu que a arma é dele e que fugiram do local temendo represálias da vizinhança, que estava revoltada — observa o delegado de polícia Vilmar Alaídes Schaefer, que está conduzindo as investigações do caso.
Segundo o delegado, o pai do adolescente disse, em depoimento, que o corpo de Júnior foi colocado na calçada para ser levado até o pronto-socorro e que ele teria tido ajuda de um tio da vítima, que é vizinho e ouviu o disparo da arma de fogo.
De acordo com Schaefer, as provas e depoimentos do inquérito sobre a conduta do adolescente já foram coletadas. O relatório final deverá ser entregue ao Ministério Público até a próxima quarta-feira. Agora, as investigações da polícia se voltam para a conduta do pai, por posse de arma ilegal, omissão de socorro e omissão de cautela.
O delegado Schaefer informou ainda, que, enquanto não for concluído o inquérito, a polícia não vai revelar o nome do pai do adolescente, por temer que ele sofra represálias.
Conforme a polícia, a vítima e outros dois amigos jogavam videogame, no bairro Cruzeiro, quando um deles resolveu mostrar a arma do pai aos amigos e acabou atirando na cabeça de Valmir Estevão Júnior.
Segundo a ocorrência policial, depois que foi ferido, o adolescente foi colocado na calçada, em frente a casa. Os vizinhos ainda tentaram socorrer o garoto, e o levaram ao pronto-socorro do Hospital de Caridade, mas ele não resistiu e morreu.
O corpo de Valmir Estevão Júnior, 13 anos, foi enterrado no final da tarde de domingo, no Cemitério Municipal de Santa Rosa.
Fonte: ZH
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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