Leia na íntegra
O passado é lembrado. Fatos aconteceram. A palavra de Jesus que é atual nos envolve e espera a nossa resposta.
Na história da nossa salvação não somos apenas ouvintes. Cada um de nós é ou não um agente. Não podemos ser omissos, nem ausentes, nem inoperantes. Somos participantes na obra que Deus quer realizar em nossa vida. Na parábola do Pai que tinha dois filhos nos mostra claramente como agem seres humanos. Hoje em dia não é diferente do que Jesus nos mostra nesta parábola. Existem pessoas que sabem viver a vida segundo a proposta de Jesus, mas, há também pessoas que ainda não entenderam a proposta amorosa e misericordiosa de Jesus.
O filho mais novo que desandou, quando se vê na miséria, no fundo do túnel vê a luz da misericórdia de Deus. Cheio de humildade e arrependimento se coloca no caminho da volta, confiante no Pai amoroso, que com alegria e festa o acolhe novamente na família. O filho mais velho se revolta quando fica sabendo desta realidade, rancoroso e sem piedade nem misericórdia e com inveja acusa e julga, não sabe seguir o exemplo do Pai cheio de compaixão. Nem mesmo aceita o convite do Pai. Assim como diz o Pai “era preciso nos alegrar”. Do mesmo modo é preciso acolher, dar uma nova chance a quem errou ou se afastou, mas, quer voltar.
Quando erramos, também nós, devemos nos lançar nos braços do Pai, na certeza, que Ele nos acolhe, e nos reintegra como seus filhos. E por outro lado devemos também aceitar o convite do Pai imitando-o e com abraço alegre acolher a quem nos ofendeu ou a quem se afastou e quer voltar. Também hoje em dia, há gente que se alegra com as atitudes do Pai acolhedor e há até aqueles que não querem aceitar as atitudes divinas com seus filhos ou irmãos que erraram.
Jesus não coloca um ponto final nesta história, ou seja, não diz se o irmão mais velho depois aceitou o convite e participou da festa. Jesus espera, que cada um de nós com suas atitudes misericordiosas, conclua a história. A história do filho mais novo certamente é a história de cada um de nós, nos reconhecemos pecadores, nos arrependemos e voltamos para a graça de Deus. A história do filho mais velho não pode continuar em nossas vidas. É preciso dizer; chega de azedumes por causa do bem ou do mal que outras pessoas praticam. O texto desta parábola não nos diz se mais tarde o filho mais velho participou da festa e acolheu o irmão. Esta história do filho mais velho não está concluída. A resposta hoje é de cada um.
Irmão ou irmã! Qual seria, ou qual é a tua atitude em lugar deste irmão mais velho? Acolherias ou acolhes um irmão que errou ou te ofendeu? Jesus espera que acolhamos com alegria quando alguém volta. Com alegria participemos da festa da misericórdia. Abramos os braços e o coração para mudar tantas histórias. ......
Ariquemes 09/03/16 Pe. Renato José Rohr scj
Postado: Leila Ruver| Tweet |