Por professora Thais Lippert Caneppele

Sabe-se que, desde muito tempo o Espanhol é o idioma mais falado na América Latina, e isso se deve conforme especialistas no assunto a uma série de razões, entre elas à disseminação do mesmo desde as raízes históricas do período colonial, o qual ocorreu com a chegada dos espanhóis na América em meados de 1942, pelo mar do Caribe. E como conseqüência dessa dominação, o espanhol se espalhou pelas América, se tornando a língua dominante, assim como também muitos a consideram, relativamente fácil de aprender.
O espanhol é um dos idiomas que se originou do latim, o qual foi trazido pelos romanos em 218 a.C. para a Península Ibérica. E foi no reino de Castilla que durante a Idade Média o espanhol se difundiu, ficando conhecido como castelhano. Entre os séculos XVI e XVIII, a Espanha manteve muitas empresas coloniais, sendo seus primeiros invasores na América vindos das regiões de Extremadura e da Andaluzia. Essa “vinda” dos espanhóis a América, faz com que o número de falantes do espanhol na América Latina fosse um dos maiores entre os idiomas falados.
Quase todos os países da América Latina e a Espanha têm a mesma língua oficial: o castellano, o qual conhecemos como “espanhol”. Porém sabe-se que os habitantes desses países não falam todos da mesma maneira. Cada país tem suas particularidades, pois existem diferenças entre o espanhol europeu e o espanhol latino. Muitas vezes, essas diferenças têm raízes históricas, pois o processo de colonização dos espanhóis na América Latina se deu de maneiras diferentes em cada país.
Essa diversidade de sotaques e expressões existentes no espanhol latino-americano ocorre devido à grande variedade cultural de cada região. Cada país tem a sua própria variação da língua, o que faz com que enriquece ainda mais a experiência lingüística. As diferenças vão além do espanhol da Europa com o espanhol da América Latina. Enquanto o espanhol falado na Europa é conhecido como espanhol europeu, o falado em países da América Latina é conhecido como espanhol latino.
Embora haja semelhanças entre os espanhóis falados nos países sul-americanos, cada um tem algumas particularidades. Países como Peru e Equador usam muitas palavras puxadas do português, como a interjeição “poxa!”. Ela tem o mesmo significado, mas é pronunciada um pouco diferente — algo como “putxa!”. Na Venezuela, por exemplo, fala um castellano muito tradicional e castiço na sua capital, Caracas, mas têm vários sotaques nas regiões do interior. No Chile, por sua vez, tem uma série de gírias próprias que são usadas com muita frequência, o que faz com que ele seja difícil de entender às vezes até para falantes de espanhol de outras regiões.
O México e alguns países da América Central, ainda tem uma grande população indígena. As civilizações pré-colombianas, que foram exterminadas com a colonização do continente, compartilhavam características culturais e linguísticas que nunca desapareceram por completo, e ainda são bastante presentes na cultura do país. Isso, naturalmente, se reflete no idioma. Essas influências dão ao espanhol mexicano um sotaque um pouco mais “rápido”.
Uma das principais diferenças entre o espanhol de cada país é a entonação das palavras, as quais são características de cada região. Para entendermos um pouco melhor, podemos dividir o espanhol em 3 ou 4 correntes bem diferentes entre si. As correntes são: o espanhol falado no Uruguai e Argentina (e uma parte do Chile), o espanhol do México e da América Central, o espanhol do restante da América do Sul e, claro, o espanhol da Espanha. Mesmo com algumas diferenças de vocabulário e pronúncia, quem aprende o espanhol da Argentina consegue se comunicar tranquilamente com alguém do México, por exemplo.
Além de ser a língua mais falada na América Latina, o espanhol também tem uma grande influência no Brasil. Estima-se que aproximadamente 12 milhões de brasileiros têm algum conhecimento do espanhol, mesmo que seja pouco. Assim como o inglês, o espanhol é necessário em muitos mercados de trabalho e ambientes sociais. O aprendizado dessa língua, a mais falada na América Latina, é uma ferramenta para a vida.
Thais Lippert Caneppele
Professora da Rede Municipal de Ensino de Crissiumal
Graduada em Língua Estrangeira Espanhol
Pós Graduada em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura
Postado: Leila Ruver
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