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Polícia - 08/09/2014 - Boldrini e madrasta provocavam Bernardo até ele explodir, diz babá


Ex-diarista afirma que garoto tinha medo de viver dentro de casa e dormir no quarto

 

Contratada para trabalhar na casa de Bernardo Uglione Boldrini logo após a morte da mãe do garoto, em 2010, a babá Elaine Wentz revelou, em depoimento nesta segunda-feira no Foro de Três Passos, que Leandro Boldrini e Graciele Ugulini provocavam o menino até fazer ele "explodir" de raiva. Um dos motivos principais dos insultos, segundo ela, era a mãe do garoto, que se suicidou em 2010.

 

Além de usar palavrões para se referir a Odilaine, o médico e a madrasta chegaram a queimar fotografias de Odilaine na lareira da residência, em 2010. As imagens foram tiradas no aniversário de seis anos de Bernardo, no ano anterior. A defesa de Jussara Uglione, mãe de Odilaine, tentou reabrir o inquérito de suicídio da mãe de Bernardo alegando que ela foi assassinada.

 

– Senti um cheiro bem estranho naquele dia. Fui acordar o Bernardo e ele disse "queimamos as fotos da mãe: eu, o pai e a Kelly (madrasta)". Perguntei o motivo e ele falou que ela era uma pessoa má, esquizofrênica, palavras que eles (Boldrini e Graciele) usavam – relatou Elaine.

 

A ex-babá contou também que a madrasta, em uma das ocasiões, responsabilizou o menino pelo suicídio da própria mãe. Ao mesmo tempo, Graciele usava as roupas da ex-mulher de Boldrini, conforme Elaine:

 

– Ela (madrasta) estava braba com ele naquele dia e chegou gritando "tu matou a tua mãe, agora tu quer matar a mim e o Leandro, mas não vai conseguir!" Nós choramos e não falamos nada. Ela continuou com palavrões, dizendo que Bernardo era uma pessoa muito ruim, que não devia mais viver e (que devia) ser internado.

 

Segundo ela, após discussões com Bernardo, Leandro Boldrini saiu sem cinta mais de uma vez de um quarto da residência. O menino tinha medo de viver no local e acordava à noite, em pânico, aos gritos.

 

– Nas vezes que eu vi o doutor Leandro levar ele para o quarto, ela (madrasta) dizia "bem feito, tem que apanhar mais".

 

Quinta testemunha de acusação a prestar depoimento nesta segunda-feira, Elaine se emocionou diversas vezes durante a oitiva e disse que via Bernardo como um filho. Ela não quis a presença da ré Edelvânia Wirganovicz na sala de audiência. 

 

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Fonte: ZH

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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