Notícia

Geral - 08/03/2018 - JULINHA: Uma História de Força e Esperança


Você já parou para pensar, de onde vem a força de uma mulher?

Há exatamente 76 dias, iniciou a sua luta, também com ela a esperança de uma cura ou um tratamento, uma mulher que chegou do seu trabalho rotineiro, mas que chegou e já saiu às pressas, pois sua filha estava no Hospital, sem respirar, então veio o desespero e o susto. 

De Crissiumal, levada à Três Passos e Dias depois a notícia da transferência  à Santa Maria na UTI, a Bebê, que se chama Júlia Gabriela, na época com apenas  8 meses de vida, foi transferida em estado grave, e sua mãezinha, mulher lutadora, acompanhava tudo, trocou seus dias de sol, por dias nublados, por incertezas, mas por obrigação do destino, sem casa, vivendo em um albergue, sem mais poder esticar suas pernas no sofá, passou a não dormir, vivendo cada milésimo de segundo ao lado de sua filha e de seu esposo Marciano, a Mulher Guerreira, cheia de esperança Cristhina, tira suas forças da sua fé, já não sabia o que fazer, o que o destino reservava para esta mulher. E eis a pergunta: Porque Deus fez isso? 

Dia após dia, tudo mais difícil, tudo passava ali diante de seus olhos, de seu sentimento de mãe e mulher, sua filha estava para morrer, e Deus a levou, mas os gritos daquela mulher, daquela mãe eram tão altos, que Deus a devolveu, Júlia já respirava novamente,  mesmo com a ajuda de aparelhos, ela estava estável, mas não fora de risco. A Mulher  Cristhina, almoçava numa salinha, aflita para voltar a cuidar de sua filha, mas e quem cuidava desta mulher?

De onde vinha tanta força? De onde vinha sua Fé?

Será de tanto que já havia sofrido ou de uma esperança maior?

Porque Deus estava usando aquela criança inocente para um propósito?

Sua família chorava, seus amigos oravam, e um milagre se fez, Júlia cesou a Infecção, e mais uma nova jornada se iniciou, a descoberta de sua doença, o que ela tem?

Exames e mais exames, e aquela mulher ali forte e otimista, seu coração apertado, mas sua fé era enorme, eis que chegou o momento, o presente de 10 meses da Bebê Júlia havia chegado antes do previsto: O RESULTADO DO EXAME. O que ninguém jamais queria ouvir: POSITIVO, diagnosticada com Werdnig-Hoffmann -AME TIPO 1, a mais grave, aos 10 meses de vida, iniciava-se mais uma luta, o que fazer? 

E o mundo daquela mulher, desta família desabou, Werdnig-Hoffmann : A síndrome que consiste em uma doença neuromuscular, genética, de caráter autossômico recessivo, que se caracteriza pela atrofia e fraqueza muscular progressiva, com perda progressiva de funções essenciais e que evolui para óbito rapidamente. Decorre de uma mutação nos genes de sobrevida dos neurônios motores, situados nos cromossomos 5q13.

Esta desordem faz parte do grupo de doenças conhecidas como Atrofias Musculares Espinhais (AMEs). As formas clínicas das AMEs são classificadas de acordo com o início dos sintomas e do grau de desenvolvimento motor da indivíduo acometido, sendo que a síndrome de Werding-Hoffmann (AME do tipo I) é a forma mais severa.

As manifestações clínicas geralmente são precoces, desde o período do nascimento ou dentro dos primeiros seis meses de vida. A sintomatologia inclui fraqueza e paralisia muscular proximal progressiva e simétrica, decorrente da degeneração dos neurônios motores situados no corno anterior da medula espinhal.

Nesta desordem, a criança não apresenta a habilidade de sentar sem apoio, pois o controle da coluna cervical encontra-se comprometido. A tosse e o choro são fracos e, antes do primeiro ano de vida, esta criança pode perder a habilidade de deglutir e de se alimentar, o que pode resultar em desnutrição. Todavia, o que costuma levar à morte são as complicações respiratórias pela disfunção bulbar.

A criança também pode apresentar problemas digestórios, como refluxo gástrico, constipação, distensão abdominal, dentre outros.

De acordo com pesquisadores, os únicos músculos que são poupados do processo de atrofia são o diafragma, os músculos oculares e os músculos das extremidades. 

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico do paciente, histórico familiar de doença neuromuscular, caso exista, associado com alguns exames como biópsia do músculo, bem como análise molecular, que detecta a mutação genética encontrada nesta síndrome.

Não existe cura para esta síndrome. O tratamento é multidisciplinar, envolvendo suporte ventilatório, fisioterápico, nutricional, pedagógico, dentre outros.

Mais uma vez uma mulher que está sofrendo, sem ter o que fazer, pela sua filhinha, eis uma força oculta que invade seu interior, vêm da esperança, do sorriso de sua filhinha, do olhar profundo dela, e de sua vontade de viver, Cristhina uma mulher Guerreira, fantástica, maravilhosa, exemplo de mulher, mãe e pessoa, Deus te escolheu por ser assim, sabia desde o início de tua força, não desanimes diante do Senhor, ele fará o melhor.

FELIZ DIA DA MULHER CRISTHINA E JULINHA!

E se quem precisasse fosse você!

As famílias Wagner e Marth, estão iniciando uma campanha, para arrecadação, de prêmios, para realizar uma rifa em prol da Julinha, os prêmios poderão ser doados aos familiares que irão encaminhá-los para o devido fim, a rifa estará disponível, a partir da data do dia 12 de Abril, dia em que a pequena Julinha estará completando 01 ANINHO, estaremos direto de Santa Maria, dando início a esta Campanha, que se estende até a data do dia 12 de outubro deste ano!

Aos amigos, conhecidos ou a quem se interessar, ajude esta família, esta mãe e este pai, ajude a Julinha, ela precisa, ela quer viver mais, ela quer viver melhor, doe!

Telefones para contato:

(55) 9 9927-3767  (55) 9 9730-6684 || (55) 9 9183-5732 || (55) 9 9650-3405 || (55) 9 9146-5119

Iniciou-se a corrida!

Também podem ser feitas doações nas seguintes contas:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Agência: 0532   Op. 013   Conta: 43477-3

JÚLIA GABRIELA WAGNER MARTH

SICREDI: Agência 0306  Conta Corrente: 97257-6

Acompanhamento destas contas bancárias está sendo feita pelo Ministério Público.

Desde já agradecemos a Sua Colaboração!! 

Doe! Amanhã pode ser você quem precise!!

Fonte/fotos: Cristhiéli Wagner

 

 

 

Postado: Leila Ruver
Vídeos