Por professor Evanir Quanz Kraemer

Ensino remoto, Classroom, meet, aulas online, até pouco tempo atrás eram termos ou métodos de ensino desconhecidos pela maior parte das pessoas envolvidas na Educação Básica. De repente as mesmas passam a fazer parte do dia-a-dia dos estudantes brasileiros, especialmente dos gaúchos. É claro que para impulsionar a sua difusão foi só aparecer um vírus e fazer as coisas mudarem radicalmente.
Está vivo na memória de cada um de nós o mês de março de 2020 onde, por motivos de segurança as aulas simplesmente foram canceladas. Os boatos e as especulações que haviam, estimavam uma parada de poucos dias. Mas a medida que o tempo passava percebia-se que tempo em que os alunos ficariam em casa estendia-se cada vez mais. E lá se vai um ano e meio para as aulas iniciarem novamente de forma presencial, mas agora de maneira escalonada e regrada.
Quando se percebeu, na época, da impossibilidade de um retorno presencial surgem diversas dúvidas do que fazer para não interromper o processo de ensino-aprendizagem aliás, não estávamos preparados para isso e nem nos deparamos em tempos recentes com algo semelhante. Medidas urgentes precisam ser tomadas e notamos, mais do que nunca, as limitações existentes neste setor. Limitações essas, que poderiam ser menores caso a educação fosse tratada com prioridade.
Mas rapidamente gestores, professores, estudantes e familiares se adaptam a essa novidade/necessidade. O que parecia difícil e impossível no início vai se tornando corriqueiro e rapidamente nos inserimos ao novo normal. O que é lamentável, é que o novo normal não permite um acesso igualitário a todos, limitado na maior parte das vezes por questões econômicas.
O fato é que de uma ou outra forma as aulas não pararam. Outro fato confirmado é que as crises nos obrigam a ter um crescimento. Obrigam-nos a sair da zona de conforto e enfrentar situações nas quais não gostaríamos de estar. Dessa forma, não só os alunos, mas principalmente os professores tiveram que dar não só um, mas vários passos a mais para dominar métodos/tecnologias das quais antes não dispunham. Basta agora aguardamos quais “novos métodos” que vieram para ficar e quais não terão significância no momento futuro, e mais importante do que isso, podermos avaliar quão eficaz tem sido as aulas a distância se comparadas com a forma presencial das mesmas. Em pouco tempo saberemos.
Prof. Evanir Quanz Kraemer
Postado: Leila Ruver| Tweet |