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Texto de Opinião - 07/07/2026 - Como Transformar a Educação Física Escolar em um Antídoto contra o Sedentarismo na Adolescência


Por Katialini Rodtmund Kuhn

A transição da infância para a adolescência traz consigo uma mudança drástica no estilo de vida. O brincar ativo e espontâneo cede espaço a uma rotina sedentária, intensificada pelo uso de telas, trazendo consigo o isolamento social e individual do dia a dia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os adolescentes devem praticar ao menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa. E muitas vezes, esta prática acontece apenas no ambiente escolar, evidenciando a importância das aulas de Educação Física no ambiente escolar. Contudo, para que a disciplina funcione como um antídoto contra o sedentarismo, é preciso primeiro entender como reinserir e engajar esse adolescente que muitas vezes opta pela passividade na quadra.

O primeiro passo para o resgate do interesse dos jovens, é fazer com que os alunos vistos como tímidos e excluídos sejam inseridos nas atividades desenvolvidas. Muito se vê os mais habilidosos tomando o espaço das aulas, enquanto os menos aptos experimentam o isolamento, o constrangimento e a autoexclusão. Para diminuir esta divergência, a aula precisa ser um espaço de acolhimento, onde as dificuldades sejam superadas, e o incentivo da participação esteja em evidência. Para que se consiga engajar o aluno nas atividades desenvolvidas ele precisar sair da obrigação e entender que o movimento corporal pode sim ser um campo prazeroso e benéfico para seu corpo.

A quadra, ou o local onde a aula de educação física esteja acontecendo, deve ser um ambiente que propicie o sentimento de pertencimento ao estudante, deve ser um ambiente seguro, livre de bullying e demais julgamentos, ou seja, quando a aula é agradável e harmoniosa, ela se torna um forte atrativo social. Quando um professor de educação física, proporciona aos seus alunos diferentes tipos de atividades e práticas corporais, os alunos tem a possibilidade de vivenciar diferentes contextos esportivos, sejam eles, jogos, danças, ginásticas de conscientização corporal, como resultado, um jovem que não se adapta ao dinamismo de um jogo de futebol ou vôlei, por exemplo, pode descobrir-se talentoso na expressão corporal da dança ou da prática de ginástica. O verdadeiro sucesso da Educação Física não deve ser medido pelo placar de um jogo escolar, mas sim pela autonomia de um estudante que, ao sair do ambiente escolar, escolhe caminhar, andar de bicicleta ou praticar uma modalidade por iniciativa própria.

Em suma, combater o sedentarismo na adolescência por meio da Educação Física não é uma questão de impor treinos ou exigir rendimento físico. Trata-se de uma transformação pedagógica baseada na inclusão, na diversificação de conteúdos e no respeito à individualidade. Ao transformar a aula em uma experiência positiva, prazerosa e socialmente conectada, a escola cumpre sua função social: formar cidadãos que compreendem o valor do movimento e que levam o hábito da vida ativa como uma atividade natural para a idade adulta.

Postado: Clecio Marcos Bender Ruver
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