Por: Kátia Cristina Volpatto- Professora

A palavra Lúdico vem do latim Ludus, que significa jogo, divertimento, gracejo, escola. Este brincar também se relaciona à conduta daquele que joga, que brinca e se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do indivíduo: seu saber, seu conhecimento e sua compreensão de mundo.
A criança vive num mundo de experiências e mutações constantes, entre aquilo que ainda é e o que poderá vir a ser. A escola, a aula, o professor possuem caráter de imensa importância na formação deste novo mundo e, ainda, na recuperação de universos perdidos entre drogas e violências. O lúdico em sala de aula é ingrediente importante para socialização, observação de comportamentos e valores.
O lúdico pode trazer à aula um momento de felicidade, seja qual for a etapa de nossas vidas, acrescentando leveza à rotina escolar e fazendo com que o aluno registre melhor os ensinamentos que lhe chegam, de forma mais significativa.
Nos primeiros anos escolares é muito importante deixar claro que cada sujeito é único, com diferentes construções lógicas e significações. Neste momento, em que o aluno entra no estágio das operações concretas, o lúdico aliado ao conhecimento é de fundamental importância.
E por que o professor deve proceder assim? Porque ele compreende que o aluno construirá algum conhecimento novo a partir da problematização de suas ações. O aluno precisa agir cognitivamente, assimilar o que lhe for interessante, significativo; para que o aluno responda as questões provocadas pela acomodação deste material e, por fim, se realize a reflexão, a partir de perguntas levantadas pelos alunos e pelo professor.
Nos últimos anos do ensino fundamental e médio, entre quatorze e dezoito anos, os interesses destes alunos já mudaram bastante, mas a ludicidade ainda é importante fator de construção de conhecimento. O aluno necessita de mediação e instrumentos. Tudo o que vem sendo construído por este indivíduo passa por um processo quantitativo e qualificativo. Assim, podemos buscar na infância alguma brincadeira, ou uma queda, para explicar o MRU (movimento retilíneo uniforme), ou quem sabe ainda, relacionar a matéria de química com a cozinha de casa, a comida favorita... Continua sendo de extrema importância que a atividade lúdica seja significativa.
“Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo. É triste ter meninos sem escola, mas mais triste é vê-los enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana”. (Carlos Drummond de Andrade).
Se já fomos capazes de entender o quanto o lúdico é importante em nossas vidas, porque continuamos resistindo, nos tornando tão sérios, fechados, não permitindo que a brincadeira torne tudo tão mais fácil, acessível e significativo? Veja-se o que um aluno espera do mestre atual e do professor do futuro: “Gostaria de ter em minha sala de aula, professores que ensinassem todos os conteúdos da forma como a educação deve ser, mas que jamais esquecessem que sou um ser em formação e que brincar faz parte da minha vida”.
Profª Kátia Cristina Volpatto- Professora
Curso Pedagogia, Pós graduação em Educação Especial e ênfase em AEE; Especialidade em Teologia e Coordenação Pedagógica Escolar
Postado: Leila Ruver| Tweet |