Crissiumal possui centenas de produtores

Ao contrário do que ocorreu na safra de 2016, o preço do fumo para o período 2017-2018, não agrada aos produtores gaúchos. As últimas reuniões de negociação realizadas com as empresas no mês de dezembro não foram satisfatórias para a categoria. Os encontros foram na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, e contaram com a presença da Comissão interestadual representante dos produtores de tabaco, formada por membros da Afubra e das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados de Santa Catarina (Faesc), Rio Grande do Sul (Farsul) e Paraná (Faep), e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, FETAESC e FETAEP), além de representantes das empresas fumageiras.
Os encontros foram individuais com cada empresa e a representação dos produtores apresentou o custo de produção, cuja variação é de 2,7%, e a proposta de reajuste, de 4,7% sobre a tabela oficial acordada na safra de 2016/2017. Sobre o índice, a comissão considera que, com o valor médio a ser pago pela indústria na comercialização, o percentual proporcionará lucratividade ao produtor. Em 2016, o valor pago pela arroba – que equivale a 15 quilos – chegou a R$ 150.
A safra 2016/2017 de tabaco atingiu uma produção de 727.831 toneladas. O Estado do Rio Grande do Sul foi o maior produtor com 343.866 toneladas e um faturamento de R$ 3,18 bilhões, seguido de Santa Catarina com 227.356 toneladas com faturamento de R$ 2,1 bilhões e do Paraná com 156.609 toneladas e R$ 1,44 bilhões. Em área cultivada os três Estados do Sul representam 298.530 hectares. Na região do Médio Alto Uruguai, o maior produtor é Caiçara, que colheu 1,5 toneladas de fumo. No total são cerca de 800 hectares destinados à cultura na região, somando 350 agricultores envolvidos.
O faturamento da cadeia em 2016 chegou a R$ 29,2 bilhões com R$ 22 bilhões representando o consumo interno e R$ 7,2 bilhões em exportações, com a seguinte distribuição: R$ 13,9 bilhões em tributos, R$ 8,2 bilhões para indústria, R$ 5,2 bilhões aos produtores rurais e R$ 1,9 bilhões aos varejistas. Houve queda de 2,3% de consumo mundial e a China configura-se como a maior fatia do mercado de tabaco, respondendo por 46% do consumo.
Negociações
Segundo as entidades representativas, apenas duas empresas apresentaram proposta, na primeira rodada de negociações que ocorreu no início de dezembro, ficando bem abaixo do custo de produção. Em segundo encontro, no dia 20, na sede da Afubra, novamente não houve acordo. O presidente do Sindicato Rural de Irineópolis e representante da FAESC e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Francisco Eraldo Konkol, destaca que com a ausência de acordo entre ambas as partes as entidades representativas transferem toda a responsabilidade da continuidade das negociações para as empresas.
Fonte: http://www.folhadonoroeste.com.br/site//noticia/13766-fumo-preco-preocupa-produtores-do-rio-grande-do-sul
Foto: Guia Crissiumal
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |