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Geral - 06/10/2013 - Executivo de Crissiumal manifesta opinião contraria a construção das hidrelétricas no Rio Uruguai


Prefeito anunciou posição neste sábado

Depois de participar de debate na cidade de Santa Rosa na sexta-feira (04) em discussão da construção dos complexos hidrelétricos de Garabi e Panambi, onde acompanhou cerca de 40 crissiumalenses que participaram do ato, o Prefeito Municipal de Crissiumal Walter Luiz Heck, em dois eventos que participou pela manhã deste sábado (05) e também no programa de rádio da Prefeitura Municipal ao meio dia, manifestou a opinião contrária a construção das hidrelétricas do Rio Uruguai.

 

Segundo ele esta opinião não é somente pessoal, e sim de todo o Executivo Municipal, onde ele também ouviu seu vice, Ivano Adelar Gress Zorzo e seu secretariado.

 

Heck detalhou inúmeros motivos para entender que as barragens não são atrativas para o município.O primeiro motivo seria  ambiental, onde segundo ele as atitudes do homem podem fazer alterações muito significativas no rio, que segundo ele para cima do Salto do Yucumã já é formado apenas por lagos mortos e sem vida. O Prefeito destacou ainda o lado social e econômico, onde se a barragem for construída, Crissiumal deverá perder cerca de 300 habitantes, que certamente não serão reacentados no município, diminuindo áreas produtivas e o consumo local destas próprias pessoas, ainda correndo sério risco do município cair de faixa de participação no FPM. O retorno de impostos para Crissiumal com a construção das barragens chegaria no máximo aos 25 mil reais. O Prefeito relatou ainda que os empregos gerados pela hidrelétrica são apenas para a construção, o que dura de 4 a 5 anos e somente beneficiarão a área e os municípios onde será construída a taipa. Ele alega também que existem outras inúmeras formas de energia, que não necessitam de tanto transtorno, citando inclusive as hidrelétricas de menor porte, como o caso da crissiumalense Caa-Yari, que teve impacto ambiental mínimo.

 

Por fim, o Prefeito falou do lado sentimental das pessoas que morram na beira do rio e da tristeza com a possibilidade do desaparecimento das Três Ilhas e de outros belos pontos do Rio Uruguai. Heck falou ainda “não quero ser pessimista, mas dificilmente nossa opinião irá mudar o cenário, a não ser que chamemos muita atenção, pois quem quer as barragens são os governos, da Argentina e do Brasil, através da Elétrobras.

 

Fonte / Foto: Guia Crissiumal

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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