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Saúde - 06/05/2015 - Em dia de paralisação contra a escassez de recursos HCC apresentou números preocupantes


Reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira

A quarta-feira (6) foi dia de paralisação nas santas casas e hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul. O atendimento eletivo foi suspenso. As consultas foram remarcadas pelos hospitais.

 

Segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do estado, 220 municípios aderiram ao movimento. 

 

O objetivo, conforme a entidade, foi chamar atenção sobre a escassez de recursos para a área da saúde. Os hospitais filantrópicos são responsáveis por mais de 70% do atendimento Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.

 

O montante residual de 2014 é referente à prestação de serviços dos meses de outubro e novembro que alcançam o valor de R$ 132,6 milhões. Segundo informações repassadas em reuniões com a Secretaria Estadual da Saúde e com o próprio Governador José Ivo Sartori, não há previsão para o repasse dessa quantia proximamente.

 

Em Crissiumal o “Dia D” do movimento teve uma apresentação à população e a imprensa dos números do Hospital de Caridade de Crissiumal.

O HCC teve em 2014 média de 812 atendimentos por mês no Pronto Socorro, média de 203 internações e observações por mês. Também foram realizadas em média 35 cirurgias por mês, sendo que nos dois últimos meses o número passou de 50 em cada mês com a chegada de novos profissionais.

 

O prejuízo do Hospital de Crissiumal em 2014 foi de R$ 629.000,00. Sendo que as dívidas da instituição ultrapassam o valor de dois milhões de reais, sendo R$ 694.882,04 a curto prazo e R$ 1.466.850,16 a longo prazo.

 

Para piorar as coisas em uma reunião em Ijuí em 30 de abril a direção do hospital foi comunicada que haverá uma redução de 10% nos repasses do recurso de Porta de Entrada. Também não há previsão do Governo do Estado em repassar os valores em atraso.

O Presidente do Hospital de Caridade de Crissiumal Carlos Willy Grun relatou que está cansado das desculpas do Governo Federal e Estadual com a Saúde. “Parace que o Governo quer ver os hospitais fechados. Além disso não há critério de distribuição dos valores, onde algumas instituições recebem valores absurdamente maiores que as outras, inflacionando o salários dos profissionais e deixando os hospitais menores sem saída. Peço mais uma vez que nossa equipe siga motivada, economizando, para mantermos o hospital vivo em nossa cidade”.

 

No dia 13/05 dirigentes dos hospitais filantrópicos e santas casas estarão realizando um manifesto em frente ao Palácio Piratini em Porto Alegre.

Fonte / Fotos: Guia Crissiumal 

Postado: Leila Ruver
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