Confira os destaques desta edição
Destaques da edição nº.88 do Momento Leite:
- Seca no RS reduz produção de leite em até 1 milhão de litros
- LEITE: Paraná rumo ao segundo lugar
Seca no RS reduz produção de leite em até 1 milhão de litros – A quebra na safra de milho e a redução da área de pasto no Rio Grande do Sul causaram prejuízos de R$ 24 milhões, com redução na captação de 1 milhão de litros por dia. A informação é de um levantamento da Associação Gaúcha de Laticinistas (AGL) e compara os meses de dezembro/2011 e janeiro/2012
O grande problema é que a perda se agravará quando dependermos da alimentação oriunda desta safra. “Os estoques estão acabando e a entrada da alimentação deste ciclo é de baixíssima qualidade", destacou o diretor financeiro da comissão de leite da Farsul. Com escassez de insumos, a tendência é de queda na qualidade do produto final e elevação dos custos para indústria.
O presidente da AGL (Associação Gaúcha de Laticinistas), Ernesto Krug, explicou a silagem utilizada ainda é do estoque do ano passado, mas a alimentação (silagem e feno) que já começa a ser utilizada é de pior qualidade. “Por isso, a ´previsão é de dificuldade para alimentação do gado nos próximos 90 dias”, revelou.
O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), que representa 90% da captação de leite concentrada em 32 indústrias do Estado, estima que a média de produção em janeiro seja inferior a 8 milhões de litros por dia, quando o potencial do mês permitiria pelo menos 9,5 milhões de litros diários. O resultado, na opinião do secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, também afeta diretamente o setor industrial.
Palharini acredita que os preços só devem ser alterados a partir de março e descarta qualquer possibilidade de falta de leite no mercado interno que, segundo ele, consome apenas 40% do que é produzido no Estado.
Apesar do panorama, Palharini ainda especula que não serão registradas baixas nas vendas externas. Isso porque, dos cinco estados do País superavitários em leite (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás), somente Goiás não enfrenta intempéries que incidem diretamente na produtividade do setor. (Portal do Agronegócio)
LEITE: Paraná rumo ao segundo lugar - A estiagem que vem prejudicando as lavouras da Região Sul desde dezembro pode lançar o Paraná ao posto de segundo maior produtor de leite do Brasil, ultrapassando o Rio Grande do Sul
As perdas no estado gaúcho são grandes, já que a seca atingiu a principal região leiteira e não existe expectativa de fortes chuvas para amenizar o problema. "Entre os estados atingidos, o Paraná foi o que menos sofreu. Nós temos tudo para passar para o segundo lugar", afirma Ronei Volpi, presidente da comissão de bovinocultura de leite da Faep.
Produção - Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a diferença na produção de 2010 - os números do ano passado ainda não estão consolidados - entre o Rio Grande do Sul e Paraná foi de 38 milhões de litros de leite. Enquanto os gaúchos produziram 3.633 bilhões de litros, os paranaenses alcançaram a marca de 3.595 bilhões de litros. Minas Gerais, que ocupa o topo do ranking, tem uma larga margem a frente dos dois estados, já que produz mais de 8 bilhões de litros. "Sempre estivemos muito próximos [do RS]. É bastante viável ultrapassarmos, até porque a estiagem lá é mais agravante", diz Wilson Thiesen, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado do Paraná (Sindileite/PR). (Portal do Agronegócio)
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