Expositores tiveram recorde em vendas

Desde a última segunda-feira, (1), 24 empreendimentos da agricultura familiar, organizados pela Fetraf-RS, oferecem os sabores e as delícias da colônia ao público da 16ª Feira da Economia Solidária que acontece até amanhã, (6), em Porto Alegre. Compõem o leque de produtos as melhores cucas coloniais, bolachas, doces e salgados, geleias orgânicas, sucos e vinhos orgânicos, queijos coloniais e temperados, cachaça orgânica, embutidos, mel até erva-mate, tudo direto da agricultura familiar.
Para as agroindústrias familiares esta feira representa uma grande e importante oportunidade de venda direta para um público eclético e diferenciado, além de projetar negócios futuros. Ainda, em relação às outras exposições, o volume de vendas é bem maior por se tratar de um evento com localização e datas estratégicas, centro de Porto Alegre, na época de final de ano.
Recordes de Vendas
No penúltimo dia exposição os empreendedores familiares já contabilizam sucesso em vendas e em fechamento de novos negócios, nesta feira que consideram como um evento diferenciado dos demais que participam. Para Antenor Carraro da Agroindústria Carraro de Monte Alegre dos Campos-RS que fabrica vinhos, sucos e geleias orgânicas e sem adição de açúcar, e expõe já há 6 anos, “o diferencial desta feira é a grande circulação de pessoas que passam pelo centro da cidade e chegam para conferir os produtos”. Carraro que também participa da Expointer, conta que na Feira de Economia Solidária vende cerca de 15% a mais. Os produtos mais procurados são os sucos sem açúcar e as geleias orgânicas. Ele acredita que o fato deve-se ao aumento da preocupação com a saúde e consciência ambiental por parte dos consumidores.
“Um sucesso em comercialização e público” é a denominação que dá à feira, o agricultor familiar Dari Lucca da Agroindústria Lucca de Crissiumal – RS que produz sucos naturais e sequilhos de laranja, cenoura, beterraba e gengibre. O empreendedor familiar conta que as vendas já superam a Expointer. Ele trouxe 480 quilos de polpa de fruta e acredita que no final do dia de hoje já não terá mais produto.
O empreendedor Jean da Agroindústria de embutidos “Saci” também do município de Crissiumal-RS, acredita que as ótimas vendas dessa feira devem-se ao diferencial dela por acontecer no final do ano, período próximo às festas de Natal e Ano Novo e, ocasião em que o público já recebeu pagamento e adiantamento de 13º salário. Ele conta que o produto mais procurado é o salame colonial.
Divulgação e Fechamento de Negócios Futuros
A empreendedora familiar, Miriam da agroindústria “Flaps” de São Lourenço do Sul-RS que produz doces e salgados, explica que as vantagens dessa feira vão muito além da venda direta ao consumidor. “Aqui temos uma oportunidade diferenciada de divulgar nossos produtos para um público amplo. Até agora já nos visitaram pessoas da Alemanha, e também de outros estados brasileiros como Bahia, Goias e Paraná”, destaca ela. Esses benefícios também são lembrados pelo empreendedor Evandro Remus da Cachaçaria Velho Alambique de Santa Tereza-RS. “Além da venda direta ao consumidor, aqui nós também projetamos novos negócios com o comércio que, nos visita e encomenda produtos para comercialização em seus estabelecimentos”, revela ele que pelo segundo ano participa da Feira de Economia Solidária.
A feira acontece no Largo Glênio Peres, das 8h às 20h e é uma promoção da Fetraf, AVESOL, COOPSSOL, Rede CFES-CAMP, Cáritas-RS, Fórum Gaúcho e Fóruns Regionais da Economia Solidária.
Assessoria de Relações Públicas - Fabiane Altíssimo
Postado: Leila Ruver
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