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Vera Academia - 05/04/2013 - Coluna Vera Academia 05042013


Musculação Cor de Rosa

Faz tempo que o treinamento com pesos deixou de ser uma atividade física exclusivamente masculina. E é notável a enorme participação feminina nas salas de musculação. Os grandes benefícios para a saúde e estética desta modalidade estão muito bem fundamentados para elas. Que deixaram de ser o ‘sexo frágil’ e cada vez mais mostram a sua força. Curioso é que, mesmo assim, ainda há mulheres que têm receio de se engajar em um programa de treinamento com pesos. E o motivo é o medo de ficarem extremamente hipertrofiadas e, com isso, perderem a feminilidade. No entanto, isso não faz sentido, pois os músculos de uma mulher não se hipertrofiam em excesso. O homem, por exemplo, tem normalmente 10 vezes mais concentração de testosterona (hormônio masculino responsável por aumento na massa muscular) que a mulher. Esse é um dos principais fatores que explicam a diferença dos ganhos de músculo entre os gêneros.

 

 

As mulheres que têm um desenvolvimento muscular maior que o normal apresentam provavelmente algum desses fatores: níveis em repouso mais altos do que o normal para testosterona, hormônio do crescimento e outros hormônios, maior resposta hormonal do que o normal com a execução de treinamento de força, relação estrogênio-testosterona mais baixa do que o normal, disposição genética para desenvolver massa muscular e capacidade de execução de exercícios de força mais intensa.

 

 

Com relação ao treinamento, esse não deve ser diferente do que elaborado para homens, sendo que as adaptações femininas aos exercícios com pesos são da mesma magnitude que as masculinas, exceto que as cargas utilizadas serão menores. Muitas mulheres também temem que possam perder a flexibilidade com treinos de força, adquirindo um aspecto estético de rigidez, tornando-se ‘travadas’. Este é outro mito com relação aos treinos de musculação. Na verdade, as adaptações ocorrem de forma oposta. O treino realizado em toda a sua amplitude articular permitida é associado a ganhos nessa qualidade física em ambos os sexos.

 

 

É sempre importante lembrar que o programa de treinos deve ser individualizado, seguindo as características biológicas de cada um. Devem-se privilegiar as necessidades de desenvolvimento particulares, sejam elas relacionadas à saúde ou de caráter estético.

 

 

A grande maioria das mulheres deseja melhoras substanciais em coxas e glúteos. E muitas vezes abdicam por completo dos treinos para membros superiores, como citado anteriormente, com medo de ficarem ‘enormes’. Esse é um erro. O treinamento para braços, além de ter uma importância estética, é imprescindível para manutenção de uma boa postura, principalmente para compensar o peso dos seios. Apenas trabalhar as pernas como parte do programa pode ser contraproducente, interferindo no anabolismo e retardando o desenvolvimento dessa região, mesmo com treinos intensos e específicos. É importante respeitar o descanso entre as sessões para promover a recuperação e a supercompensação dos músculos para obter resultados realmente positivos.

 


Postado: Leila Ruver
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