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Polícia - 05/03/2018 - PF cumpre 11 mandados de prisão temporária na 3ª fase da Operação Carne Fraca


Ex-diretor-presidente global da BRF é alvo de prisão

Polícia Federal (PF) cumpre mandados judiciais da 3ª fase da Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã desta segunda-feira (5), sendo 11 de prisão temporária. O alvo desta etapa é a BRF Brasil Foods. Há mandado de prisão expedido contra o ex-diretor-presidente global da BRF, Pedro de Andrade Faria, que saiu do cargo em novembro do ano passado.

Há ainda 27 mandados de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão.

Veja a lista dos investigados que trabalham ou já atuaram na BRF e são alvos de mandado de prisão:

André Luís Baldissera

Décio Luiz Goldoni

Fabiana Rassweiller de Souza

Fabianne Baldo

Harissa Silvério el Ghoz Frausto

Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior

Luciano Bauer Wienke

Luiz Augusto Fossati

Natacha Camilotti Mascarello

Pedro De Andrade Faria

Tatiane Cristina Alviero

O G1 enviou um e-mail pra BRF às 7h12 e aguarda um posicionamento sobre o assunto. A reportagem tenta localizar a defesa dos citados.

Esta nova fase foi batizada de Operação Trapaça. Ao todo, são 91 ordens judiciais no Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, em Goiás e em São Paulo.

Conforme a PF, as investigações apontaram que cinco laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e setores de análises de determinado grupo empresarial fraudavam resultados de exames em amostras de processo industrial. Assim, informavam dados fictícios em laudos e planilhas técnicos ao Serviço de Inspeção Federal.

Os investigados podem responder, de acordo com a PF, por crimes como falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública, entre outros.

O objetivo das fraudes era burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF/MAPA) para permitir que o Mapa fiscalizasse a qualidade do processo industrial da empresa investigada.

A primeira fase da Operação Carne Fraca, lançada em março de 2017, investigou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Cinquenta e nove pessoas viraram rés.

 

Fonte: RPC

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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