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Texto de Opinião - 05/03/2014 - Carnavais do Mundo-Por Padre Renato José Rohr


Leia na íntegra o texto do Pároco da Igreja Católica de Crissiumal

 

São músicas com letras que convidam para o mundano. São revistas sem pudor. Pessoas que vivem no meio de um bombardeio de idéias e propostas. Pessoas inventando templos e doutrinas. Parece que tudo se pode, tudo é válido. Cada um faz a sua fantasia. E a vida continua como se fosse tudo ilusão.

 

O carnaval vem para alimentar o que é carnal, para muitos o espiritual fica de lado. É exagerada a exposição do corpo, parece que tudo convida para a libido. É verdade que  com muita arte se mostra também a cultura e as tradições do povo que refaz sua história. Por outro lado para muitas pessoas sendo carnaval parece tudo ser permitido, até mesmo o permissivo. Seja onde e com quem estamos e o que fizermos somos pessoas que devem mostrar respeito e educação.

 

Na vida nem sempre podemos dançar conforme a música, nem seguir certos blocos. Não é preciso pular carnaval para cair na real, nem para esquecer os problemas da vida. Pelo contrário, não podemos nos alienar.

 

No carnaval da vida também não faz sentido usarmos máscaras. Somos o que somos. Se somos uma família, vivamos nossa vida em família, se somos da Igreja vivamos nossa vida de igreja, ou seja, participemos como membros vivos da Igreja. Já que somos seres sociais, vivamos em comunidade.

 

Os que fazem encenações, ou são artistas, neste caso, o uso de uma máscara até é viável, faz parte do espetáculo. Mas nós vivemos a realidade do dia a dia da nossa vida, não precisamos nos disfarçar nem esconder e nos apresentamos como somos. Nem fingimos que o que somos.

 

Há pessoas que se contentam com o carnaval, outros pensam que podem ser foliões a vida inteira, não levam nada a sério, só vivem pulando e dançando. Também há gente que pensa que tem o direito de cantar e fazer música para ver os outros dançar a vida inteira conforme seus interesses.

 

Nós não vivemos em função de um carnaval, mas a nossa vida é centrada e dirigida para aquele que é o centro e o Senhor da nossa vida. Vivemos e rezamos como Ele nos ensinou, isto não é uma fantasia, mas, é a realidade de quem acredita e não se deixa envolver pelos carnavais do mundo.

 

Há muita gente sem rumo, sem direção, se ocupando com coisas que não levam ao reino de Deus. É bom todos saberem que os carnavais deste mundo são passageiros, e para que servirão as máscaras? Todas serão desfeitas. Busquemos o que não é apenas passageiro, mas busquemos o que nos leva à eternidade. Chega de carnavais é tempo de conversão.

 

Crissiumal, 05/03/14 Pe. Renato José Rohr scj

Postado: Leila Ruver
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