A dura guerra à dor nas costas
Quase todo mundo vai travar essa batalha alguma vez na vida, e não faltam tratamentos para acabar com ela. A questão é acertar na estratégia mais eficaz. Uma missão complexa. Cercada de desafios.
Os principais e mais comuns problemas que podem acometer a coluna são:
LOMBALGIA COMUM: é a rainha das dores nas costas correspondendo a nove entre dez queixas no desconforto na lombar. Os principais gatilhos seriam a má postura, excesso de carga e sedentarismo.
LORDOSE, CIFOSE E ESCOLIOSE: todo mundo tem algum grau de lordose e cifose. A primeira se refere a uma curva da coluna para dentro e a segunda, para fora. Ambas são normais até certo ponto. Quando se acentuam, sobrecarregam músculos e nervos, ocasionando dores. Já a escoliose, a coluna em forma de “S”, é um desvio da coluna para a lateral, que pode igualmente ser a causa de muitas dores nas costas.
DESGASTE E HÉRNIA DE DISCO: o envelhecimento e a obesidade promovem uma degeneração das articulações da coluna. E isso tende a comprometer o disco entre as vértebras. Em última estância, um pedaço dele se rompe e extravasa, gerando a famosa hérnia de disco.
A impressão é que a cada dia surge uma nova solução para as dores nas costas. E, de fato, abundam estratégias para minimizar o incômodo e prevenir que ele reapareça. Isso passa pela prática de clínica tradicional, que envolve fármacos e reabilitação, por cirurgias, procedimentos de última geração (vide o laser e a estimulação intracraniana) e abordagens alternativas, como acupuntura.
No entanto, não adianta a ciência se esgoelar atrás de saídas efetivas ou ultramodernas se a gente não cuida da postura e vive no sedentarismo. Mudanças de hábito têm seu papel na remissão e prevenção das dores. Sabia que até fumar e exagerar na bebida conspiram para o suplício? O tabagismo e o abuso de álcool lesam nervos da coluna e diminuem o aporte de oxigênio para os discos entre as vértebras, deixando-os mais sujeitos à degeneração.
De todos os ajustes na rotina, praticar atividade física aparece como prioridade. Exercícios orientados são fundamentais para fortalecer o abdômen e os músculos que protegem a coluna. Além disso, a corrida, natação e afins fazem o cérebro liberar seus próprios analgésicos, ajudando a silenciar eventuais incômodos em toda a extensão da espinha dorsal. Os estudos sugerem que lidar com a dor precocemente diminui o risco de ela reaparecer com frequência.

| Tweet |