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Ageleite - 03/12/2012 - Momento Leite 210


Confira os destaques desta edição

Destaques da edição nº.210 do Momento Leite

 

RESFRIAMENTO DO LEITE

Procedimentos corretos garantem a qualidade do produto. Temperaturas adequadas no tanque de expansão impedem a multiplicação de bactérias, tornando mais seguro também o caminho até à indústria.

 

PONTO IDEAL - Resfriamento do leite a 4°C na propriedade, no tempo máximo de 2 horas após a ordenha. 

 

O resfriamento do leite é a única forma que se tem para manter a qualidade do produto nas propriedades. Portanto, primeiro é importante ter certeza de como ele chega aos tanques de expansão. Depois, é essencial garantir a eficiência do processo de resfriamento, determinada pela manutenção da temperatura adequada do tanque. O resfriamento a uma temperatura menor que 4°C paralisa o crescimento de bactérias no leite, dando maior segurança ao transporte do alimento das fazendas até a indústria.

 

O ideal é que o resfriamento continue sempre a temperaturas menores que 4ºC, também após o processamento, em benefício dos consumidores. Resfriado a 4ºC nas propriedades, é possível manter o nível bacteriológico do leite estável por um período de 48 horas, com toda a segurança. Ao contrário, resfriado a uma temperatura de 7º C, a proliferação exponencial da contagem bacteriológica inicia-se após 24 horas.

 

São para esses números que a cadeia do leite e, sobretudo, produtores e indústrias devem atentar. Eles mostram que não é por acaso que o resfriamento do produto a uma temperatura de 4ºC é um padrão mundial. No Brasil, as indústrias vêm se adequando progressivamente à Instrução Normativa 62/2011, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas o médico veterinário Cássio Camargos, gerente de Desenvolvimento de Negócios da DeLaval, destaca a importância para a indústria de sair com o leite da propriedade e chegar à fábrica à temperatura de 4ºC.

 

No Brasil, diz Cássio Camargos, ainda existem resfriadores fora de padrão, que não conseguem cumprir seu papel de resfriar o leite a 4°C em um período máximo de 3 horas. Outro erro, ressalta, é o uso de resfriadores de 4 ordenhas, que resfriam 25% da capacidade do tanque de cada vez, como se o equipamento estivesse dimensionamento para resfriar 50% do leite ou mais de uma só vez. Daí a demora de 5 a 10 horas para o resfriamento, sendo que muitas vezes a temperatura não chega nem a 10ºC quando recebe o leite da próxima ordenha. Desta forma, as bactérias não param de se multiplicar.

 

No Brasil tem mais de 5 a 7 anos de uso e muitos não receberam sequer uma manutenção preventiva. Muito menos a rede e as proteções elétricas foram checadas, fatores que, certamente, prejudicam o resfriamento do leite. Fonte: Caderno Agropecuário - Itambé

 

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Para acompanhar os destaques do Momento Leite acesse: www.guiacrissiumal.com.br

Postado: José Valdenir Mallmann
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