Por Damaris Fórmulo Grätsch

Ao brincar, a criança vai estimulando não apenas a aprendizagem, a aquisição de conhecimento, a criatividade, a imaginação, a socialização, a coordenação motora, como também diversas habilidades importantes para o seu desenvolvimento. Vai conhecendo como são e para que servem os objetos e brinquedos, desenvolve sua linguagem e seu pensamento, aprende e compreende as atividades e suas regras.
Entende-se que o brincar é uma necessidade para o desenvolvimento infantil, entretanto, observa-se que, com as transformações da sociedade, estão diminuindo as oportunidades que as crianças têm para brincar. Atualmente, a televisão e o celular ocupam, cada vez mais tempo nas atividades infantis. A necessidade dos pais trabalharem, ausentando-se por longos períodos de tempo, impossibilita que convivam e brinquem mais com seus filhos e filhas; a falta de segurança nas ruas impede o brincar em calçadas, praças e parques. Em decorrência desses fatos, as escolas de educação infantil estão cada vez mais investindo em brinquedos e espaços recreativos para incentivar o brincar em espaços seguros.
Entende-se que o ato de brincar tem como principal característica a escolha, pois é por meio de escolhas que as crianças poderão aprender a exercitar sua autonomia, conforme seus desejos e necessidades. A brincadeira, sendo o momento em que, quem comanda a atividade é a criança e não o adulto, é uma oportunidade para que ela aprenda a tomar decisões, libere e controle suas emoções, exercite seu corpo, estimule a imaginação e resolva seus conflitos. É importante ressaltar que é através das brincadeiras em grupo que se constroem e fortalecem vínculos sociais e exercita-se o entendimento e aceitação de regras e limites, tanto das brincadeiras quanto das relações sociais.
Muitos adultos consideram a brincadeira como uma atividade exclusivamente da criança, não se dando conta de que é através destes momentos lúdicos que é possível conhecê-la mais e entender sobre o que pensa, como se sente, como reage diante dos desafios, mostrando ao mesmo tempo que o adulto se importa com ela.
Por Damaris Fórmulo Grätsch
Postado: Leila Ruver| Tweet |