Escola Ponche Verde e Rocha Pombo não terão aulas e DP não atenderá
A previsão de paralisação dos servidores da segurança pública do RS terá reflexos em Crissiumal também. Inclusive outras classes de servidores estaduais estarão aderindo ao manifesto, que se deve a mais um parcelamento dos salários dos servidores por parte do Governo Estadual.
Na Delegacia de Polícia de Crissiumal são atendidos somente os casos mais graves, como flagrantes e aquelas ocorrências em que os plantonistas julgarem imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil, a chamada Operação Padrão. Na quinta-feira não haverá atendimento.

A Brigada Militar em Crissiumal, com um efetivo muito reduzido desde o ano passado está atendendo normalmente, mas estará estudando uma forma de participação no manifesto de quinta-feira.
Associação dos Oficiais da BM defendeu a adoção de 12 medidas durante a paralisação. As principais são:
- Dar folga aos PMs que já cumpriram a carga horária limite, se não houver horas-extras disponíveis.
- Só determinar deslocamentos para fora das sedes se houver pagamento antecipado das diárias de viagem.
- Recomendar a desativação das estações de bombeiros que tiverem apenas de três militares em serviço por turno.
- Só empregar PMs no policiamento ostensivo se houver equipamento disponível e em situação adequada.
A Direção da Escola Estadual Ponche Verde confirmou ao Guia Crissiumal que seus profissionais aderiram ao manifesto e de que não haverá aulas na instituição na quinta-feira.

A Escola Estadual Rocha Pombo confirmou na manhã desta quarta-feira, que também irá aderir ao manifesto e não haverá aula nesta quinta.
Nos bastidores, a cúpula do Palácio Piratini já admite que será inevitável continuar parcelando as remunerações do Poder Executivo até dezembro. Na semana passada, a medida foi adotada pela sexta vez consecutiva, com repasse de R$ 980 no primeiro dia.
De acordo com estudo da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o percentual gasto pelo Rio Grande do Sul para pagar os servidores estaduais consome 75% da receita. Com isso, o Estado está no topo dos gastos com pessoal entre as unidades da federação, seguido de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Goiás e Rio de Janeiro.
O dado é de 2015 e leva em conta valores desembolsados pelos três poderes, sem restrições – inclusive pensões, auxílios, abonos de permanência e Imposto de Renda Retido na Fonte, itens não contabilizados no cálculo feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Fonte / Fotos: Guia Crissiumal
Postado: Leila Ruver| Tweet |