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Geral - 02/10/2013 - Segue o debate sobre a construção das Barragens no Rio Uruguai. Recebemos três opiniões nesta quarta-feira


As opiniões são de Felipe Sehn, Andre Jede e do Sinodo Noroeste

O Guia Crissiumal desde o último domingo está postando as opiniões de internautas e entidades diante da Construção das Barragens de Garabi e Panambi no Rio Uruguai.

 

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS) realizará um Diálogos CDES em Santa Rosa sobre a construção do Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi. O evento ocorre na próxima sexta-feira (04/10), às 10h, no auditório da Unijuí - Campus Santa Rosa, na RS-344, Alto da Prenda. O governo gaúcho formou um Grupo de Trabalho para dialogar com a comunidade,  buscar minimizar impactos ambientais e potencializar os benefícios econômicos e sociais das atividades relacionadas à construção. Uma comissão de Crissiumal estará participando desta discussão, um ônibus será disponibilizado para a comunidade e os interessados poderão procurar ou manter contato com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, Pesca e Meio Ambiente.

 

Nesta quarta-feira, em nossa redação recebemos três opiniões sobre o assunto.

 

 

O primeiro deles é a opinião do Sinodo Noroete Rio Grandense, emitido no último dia 14 de setembro e nos enviado pelo Pastor Edison Hunsche:

SINODO NOROESTE RIOGRANDENSE – IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL – IECLB

 

POSICIONAMENTO DO SÍNODO SOBRE BARRAGENS.

 

“Deus pôs na parte seca o nome de ‘terra’ e nas águas que se haviam ajuntado ele pôs o nome de ‘mares’. E Deus viu que o que havia feito era bom” (Gn 1.10)

 

O Sínodo Noroeste Riograndense tem como tarefa cumprir os objetivos fundamentais da IECLB, entre os quais a sua finalidade e missão de promover a paz, a justiça, o amor na sociedade e participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo (Constituição da IECLB Art 3º).  

 

Conforme Manifesto de Chapada dos Guimarães/MT de 22 de outubro de 2000, por ocasião do XXII Concilio, os cristãos de confissão luterana são chamados a:

• Renegar a ideologia que dá suporte à acumulação e concentração de riqueza em benefício de minorias e em detrimento do atendimento das necessidades básicas do ser humano e da manutenção da boa criação de Deus.

• Renegar a adoração do capital e da religião do consumo como definidora do sentido da vida.

• Renegar modelos econômicos que desconsideram a necessidade e urgência de um desenvolvimento autossustentável que preserva a vida no planeta.

Visto que o Espírito Santo nos desperta e nos abre os olhos para uma nova visão. Inspira-nos para agir com criatividade e destemor. Liberta e capacita-nos para a colocação de sinais concretos da nova vida em partilha solidária, segundo a vontade de Deus, em Assembleia Sinodal reunida no dia 14 de setembro de 2013 em Bela União, Santa Rosa/RS manifestamos o seguinte posicionamento:

1. Como povo de Deus, somos responsáveis e cuidadores de Sua boa criação.  “Terra e água de Deus para todos e para sempre”, pois não somos a ultima geração neste planeta. Mesmo porque “a terra é de Deus; [...] Deus é o dono dela e para Ele nós somos estrangeiros que moram por um pouco tempo nela” (Lv 25.23) e “ao Senhor Deus pertencem o mundo e tudo que nele existe; a terra e todos os seres vivos que nele vivem são dele” (Sl 24.1). São afirmações bíblicas e elas definem o nosso compromisso como Igreja. No âmbito do Sínodo Noroeste Riograndense, estão previstas a construção de três grandes usinas hidrelétricas: Garabi, no município de Garruchos/RS; Panambi, no município de Alecrim/RS e Itapiranga, no município de Itapiranga/SC. 

2. As três hidroelétricas alagarão em torno de 500 km de extensão do Rio Uruguai, mais de 100.000 hectares, atingindo cerca de 20.000 pessoas. As hidroelétricas Panambi e Garabi também alagarão terras e atingirão pessoas no território argentino. A instalação das hidroelétricas afetará e mudará toda a característica de nossa região, principalmente a sua história, cultura, ambiente, relações sociais e, também, a economia. As três usinas alagarão uma área semelhante ao da Hidroelétrica Itaipu  (maior usina geradora de energia do mundo), porém a produção de energia será expressivamente menor , 21% da produção de Itaipu.

3. Denunciamos que as empresas responsáveis pelos empreendimentos e os consórcios licitados para as diferentes etapas dos projetos, sonegam e manipulam as informações, não ouvem e nem levam a sério a população. É sonegado aos atingidos o poder democrático de, primeiro, ser contra as obras e de poder manifestar isto publicamente. Não é aceitável que governos e os consórcios se escondam por trás do paredão do silencio. Há que se ter mais clareza dos cenários. Há um projeto político e econômico, oportunidade de lucro para uma minoria, e de consequências negativas para os atingidos e para o meio ambiente. Defendemos o direito de contestação e da indignação. Por mais que isso incomode aos empreendedores, é um direito legítimo e que deve ser respeitado. Pois está em jogo a vida de pessoas e de um recurso natural que é o Rio Uruguai.  

4. O padrão vigente de implantação de barragens tem propiciado de maneira recorrente graves violações de direitos humanos, cujas consequências acabam por acentuar as graves desigualdades sociais, resultando em situações de miséria e desestruturação social, familiar e individual. “Ai de vocês que compram casas e mais casas, campo e mais campo, como se fossem os únicos moradores da terra (Is 5.8). Esta denuncia profética nos compromete no momento, pois “Ai dos que chamam de mal aquilo que é bom e que chamam de bom aquilo que é mal” ( Is 5.20 ). 

5. O mandato profético também nos move em favor dos grupos e pessoas que estão sofrendo com a desinformação e a especulação econômica na implantação de barragens, pois o Criador do céu, da terra e dos mares também afirma que cuidará das pessoas pobres, das arrependidas e que seguem os seus ensinamentos (cf. Is 66.2). 

6. Queremos que o rio Uruguai e seus afluentes continuem a correr livremente para poder usufruir de suas belezas. Queremos que os agricultores familiares permaneçam em suas propriedades e permaneçam intocáveis as cidades próximas ao rio. Queremos a preservação dos recursos naturais, fauna, flora, animais terrestres e peixes, criados por Deus, ainda preservados pelos pequenos agricultores neste pequeno paraíso que se mantem, como oportunidade de lazer de acesso livre e democrático.

7. Não ao modelo energético que utiliza as barragens. Não as barragens de Garabi, Panambi e Itapiranga. Não somos contra a produção de energia. Apoiamos a produção de energia eólica, solar, de biomassa e de biodigestor. Não somos contra o desenvolvimento, pois cremos que desenvolvimento é possível sem os barramentos no Rio Uruguai. 

8. Manifestamos nosso total apoio às famílias atingidas que se organizam para serem protagonistas e sujeitas de suas decisões em relação aos conflitos em relação a construção das barragens, em parceria com o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e Diocese de Santo Ângelo (ICAR).  

 

Assim a XVI Assembleia Sinodal do Sínodo Noroeste Riograndense, reunida na Comunidade de Bela União, município de Santa Rosa/RS, no dia 14 de setembro de 2013, no propósito de garantir a justiça, paz e dignidade na criação de Deus, manifesta: Não ao modelo energético que utiliza as barragens e desrespeita o direito à cidadania da população atingida.

 

Bela União – Santa Rosa/RS, 14 de setembro do 2013.

XVI Assembleia Sinodal do Sínodo Noroeste Riograndense.

 

 

O segundo nos foi enviado pelo internauta Felipe Erthal Sehn, que faz a sua segunda participação no assunto:

Durante meu chimarrão escrevo, se quiser prega aí.

 

Bom, primeiro parabéns ao Guia Crissiumal, nos unindo.

 

Venho conclamar a participar primeiro os conterrâneos, também jovens estudantes, bem como todos demais analistas disponíveis, crissiumalenses ou não, que estejam precisando de duvidas, assim, estes buscando as informações bem precisas, podem contribuir para esclarecerem ainda mais esta situação.

 

Preciso muito, antes de mais nada deixar claro, que "todos" atingidos pelas barragens devem receber indenização adequada ou realocação em local no mínimo igual ao que construiu e possui, isso como vem sendo feito na execução dos atuais projetos de produção de energia em larga escala. 

 

Sobre o, "com a produção de energia que irá para quem e para onde?"

Pergunto a todos:

1- De onde vem a energia q resfria o LEITE que tanto gera movimento no comercio nos dias de seu pagamento?

2- De onde vem a energia que faz movimentar os motores que fazem a limpeza, secagem e armazenagem dos grãos (soja, milho e trigo) aí produzidos?

3- De onde vem a energia que faz movimentar os motores das industrias que manufaturam a madeira, o couro, ou seus similares aí em crissiumal?

4- E a energia para aquecer a água do chuveiro?

5- E lá, de onde vem a energia para gelar a "QUILMES"? Ou a "BRAHMA", esta sim, gera muitos empregos em território brasileiro.

6- Se Vocês ficarem sem energia por meio dia. Todos querem saber de quem é culpa? 

 

Na prática, se não me falha a memória, tem 2 termelétricas no RS, produzem energia em momentos críticos de produção no Brasil, usam combustível gás, que é importado e vem por gasoduto da Argentina, ou seja, a energia do seu chuveiro é feita, produzida, com gás da Argentina, exportando assim seus R$.

 

Bom, até bem pouco tempo atrás, favor quem tem a informação bem precisa me ajude, para Crissiumal a energia vinha da Hidroelétrica de Machadinho. Atualmente tem o Sistema Nacional, estão interligadas via cabos várias grandes hidroelétricas brasileiras e a "energia vai para os crissiumalenses e para todos os outros brasileiros" de alguma hidroelétrica do Sistema Nacional.

 

Agora extrapole estas e TODAS AS OUTRAS NECESSIDADE de energia para região celeiro, depois para o RS, depois para o Brasil, a energia é muito necessária e muito, mas muito útil. Querendo ir além também é possível. A energia que pode ser produzida aí, também poderá ir para China, "? como", um exemplo, as matérias primas soja e milho produzidas em Crissiumal, depois de manufaturadas para carnes de frango ou de suínos, ou para o leite e seus derivados, podendo isso ser feito bem próximo daí ou mesmo distante, mas para esta manufatura acontecer precisará de energia, e só com ela, teremos mais e melhores oportunidade de empregos, isso também vale para as matérias primas, leite, madeira entre outras mais.

 

Um exemplo, quando Crissiumal, ou o Rio Grande do Sul ou o Brasil exportam para o exterior 1 kg de milho, o país importador envia para o Brasil em média atual R$0,41/Kg. Os especialistas atuais podem me ajudar, até um tempo atrás com 1 Kg de milho, se produzia 0,5 kg de frango, quero dizer, se tiver energia e pessoas que queiram trabalhar, poderemos receber do país importador por 0,5 kg de frango R$ 1,50, que é a mesma coisa q 1 Kg de milho, exportando nós o frango o importador enviará nada menos que R$ 1,00 a mais pelo mesmo Kg de milho aí produzido, mas para isso é muito necessária a energia, também a matéria prima milho, farelo de soja e não por menos, as pessoas com esperança e trabalhadoras. 

 

* O Brasil exporta grão de milho in natura sem manufaturar, mais de 30.000.000 de ton, se fosse manufaturado, transformado em carnes e seus derivados, leite e seus derivados aqui no Brasil podendo ser aí em Crissiumal, a situação seria muito diferente. Tendo energia disponível, pelo menos isso não será limite para expansão da manufatura das matérias primas pelo Brasil produzidas. 

 

* Lógico também, o governo precisa cooperar, se forem asseverados os impostos da cadeia produtiva, tanto o milho bruto como do exemplo da manufatura do milho para o frango, estes e os outros podem ficar cada vez menos competitivos em relação a outros países produtores e nossos concorrentes diretos. Agora o governo fará as barragens, porque a energia é necessária para garantir a geração de mais e mais empregos e para agregar valor ao que tem ido embora daqui a preço de banana. Essa é uma obra que resulta na  "política de desenvolvimento regional duradoura, fazendo com que a região recupere os quase 10 mil habitantes que perdeu nas últimas décadas, assegurando qualidade de vida e oportunidades de emprego e renda na região".  Assim a região, como já falei, não será mais um mero exportador de mão de obra.

 

Entre outros, 1 dos motivos da FORD não ter se instalado e estar empregando mais de 5.000 trabalhadores do RS no RS, foi a indisponibilidade de energia, ou seja, sem energia o RS tem também continuar exportando mão de obra. Se  isto não for resolvido, poderá ser até mesmo Você, ou seu filho, seus netos e/ou seguintes. Certo ou errado?

 

Portanto a energia aí produzida irá para Vc mesmo, ou para também acender as luzes da sala de aula do seu filho, neto, bisneto e assim por diante, podendo esta sala de aula estar aí bem perto ou também aqui na Bahia ou Mato Grosso, onde como nasceu Crissiumal ainda hoje nascem cidades e elas precisam de pessoas, como aí a juventude fica sem perspectiva porque muitos negam o progresso, estes seguem para outras regiões e nestes locais, isso depende da disponibilidade da energia. Líderes daí em função da falta de boas oportunidade tiveram que ir trabalhar fora, ou seja, buscar seu sustento em fontes de fora e bem distantes de Crissiumal, entendem?

 

Preciso também pontuar, sobre a água dos lagos, pra quem sabe pelo ver, ou pra quem reconhece a mesma coisa, por ter visto imagens de inúmeras pessoas, muito, mas muito mais que os poucos que usam a atual água corrente do Uruguai, desfrutando com suas famílias as águas destes lagos de barragens, os sim muito mais peixes, os sim muito mais sistemas de irrigação pela maior e mais acessível disponibilidade da água, sem nunca estes, muito mais brasileiros terem dito que a água destes LAGOS é fedida. No Brasil oq fede é o comodismo, a falta de interesse, a falta de atitude, a inveja e depois a frustração daqueles que deixam de fazer e entram em esfera de presa, de perseguido. Trabalhei por 12 anos em uma grande empresa de Horizontina, só por terra percorri mais de 1.200.000 km por este Brasil, via aérea foi muito mais, mas não acompanhei a soma. Mais uma vez recomendo a visitarem os lagos de outras represas, precisam ver, não tem nada de assoreamento das margens, cerca em volta de barragem, eu gostaria de saber da fonte desta ficção. 

 

Meu avô, como também muitos outros, foi um dos fundadores desta cidade, na época chegou de muito longe, levou 7 dias para chegar de onde partiu e onde moravam seus pais, aproximadamente 300 km, mas dizia ele, que corajosos, foram os avôs dele, que deram o último tchau aos seus pais e parentes e partiram sobre as água do Oceano Atlântico e após 45 dias de viagem chegaram ao Brasil, a terra nova. Meu avô me contou, que para ele foi uma grande derrota, Crissiumal não ter facilitado e ficado com o frigorífico de suínos que então foi erguido em Três Passos, disse ele, que na época faltou boa vontade e busca de esclarecimentos dos gestores crissiumalenses, assim Três Passos, mesmo com uma produção de suínos muito inferior a crissiumalense, recebeu de braços abertos e com boa vontade o notório empreendimento. Assevero só aos acomodados crissiumalenses, aos que preferem não se esclarecer, digo, não abrir a cabeça para as vantagens das barragens, cuidado para não mandarem seus filhos ou netos embora daí muito antes q possam imaginar.    

 

Saliento, a minha possibilidade de investir e voltar morar em Crissiumal aumenta muito em de fato ocorrendo a barragem, também preciso esclarecer, que não tenho nada a reclamar, mas também muito a fazer pela minha atual bela Bahia e também muito por este nosso Brasil. No dia q escrevi pela primeira vez, o placar era  21 a favor e 40 contra, agora esta 145 a 143 respectivamente, se preciso for, enquanto Deus me conceder saúde, coragem e sabedoria estarei a postos do nosso Brasil, território que precisa ser melhor compreendido e mais amado por seus compatriotas, precisamos deixar de colocar limites estaduais principalmente, entre nós por pré conceito, justamente onde devemos nos somar, reforçar, do contrário deixamos, entregamos como nossos concorrentes diretos querem, pelas nossas intrigas e falta de conhecimento, nos roubam ou ganham muito $ na luz de seus interesses com a manufatura das nossas muito competitivas matéria primas, irão se não mudarmos, continuar segurando a Nossa tão buscada independência, a desvinculação do capital estrangeiro. 

 

Nosso Brasil tem atualmente aproximadamente 200.000.000 de habitantes, em 2011 nasceu neste planeta o camarada numerado com sendo o individuo 7.000.000.000 (7 bilhões), em 2035, logo aí, chegará o camarada enumerado como 9.000.000.000 (9 bilhões), todos brasileiros pela alta competitividade na produção das matérias primas dos alimentos destes habitantes podem muito se beneficiar, mas urgente, os brasileiros precisam parar de entregar o ouro aos nossos principais concorrentes nesta oportunidade, os concorrentes sim, plantam e adubam esta imagem negativa sobre as barragens, eles querem agregar sim, em seus territórios, valor as matérias primas daqui exportadas e manterem assim, sua supremacia e nossa submissão.

 

Sobre royaltes, nosso conterrâneo de Foz do Iguaçu pode apresentar números reais, apresentando a fonte, não número fabricados e divulgados pelos estrangeiros nossos concorrentes, para os que perdemos ou entregamos muitas oportunidades de emprego. Além disso Klauss, apresentar os muitos projetos que são executados pela iniciativa da hidroelétrica e geram muita competitividade no agronegócio, no turismo e foram e são o motor para que a população passasse de 35.000 habitantes para 400.000, não esqueçam destes números. Talvez estes atuais contra, visitarão seus filhos ou netos por lá, porque hoje negam, impedem o progresso, o grande projeto, que já tanto se ESPEROU para região.

 

Saliento, a minha possibilidade de investir e voltar morar em Crissiumal aumenta muito em de fato ocorrendo a barragem, também preciso esclarecer, que não tenho nada a reclamar, mas também muito a fazer pela minha atual bela Bahia e também muito por este nosso Brasil. No dia q escrevi pela primeira vez, o placar era  21 a favor e 40 contra, agora esta 145 a 143 respectivamente, se preciso for, enquanto Deus me conceder saúde, coragem e sabedoria estarei a postos do nosso Brasil, território que precisa ser melhor compreendido e mais amado por seus compatriotas, precisamos deixar de colocar limites estaduais principalmente, entre nós por pré conceito, justamente onde devemos nos somar, reforçar, do contrário deixamos, entregamos como nossos concorrentes diretos querem, pelas nossas intrigas e falta de conhecimento, nos roubam ou ganham muito $ na luz de seus interesses com a manufatura das nossas muito competitivas matéria primas, assim irão se não mudarmos, continuar segurando a Nossa tão buscada independência, a desvinculação do capital estrangeiro. 

 

Sem energia, o Brasil fica do jeito que nossos concorrentes diretos querem, ou seja, apagado do mapa.    

 

Cordialmente,

Felipe Erthal Sehn

Engenheiro Agrônomo CREA 110873000-0 visto BA 6522/D - Produtor Rural - Analista e Agente Financeiro

 

 

O terceiro foi enviado pelo funcionário público de Crissiumal André Jede:

Boa tarde, Clécio!

 

Resolvi mandar esta mensagem para dar a minha opinião a respeito das barragens. E desde já te parabenizo por dispor deste espaço no Guia Crissiumal para a discussão a respeito das hidrelétricas.

 

Talvez o grande problema das barragens - além, claro, das pessoas que serão atingidas - seja a possibilidade de ser afetado o Salto do Yucumã, especialmente pela hidrelétrica Panambi, que será a mais próxima de nós. O projeto inicial previa a construção de três represas, mas devido à pressão de ambientalistas preocupados com o Parque Estadual do Turvo, onde fica o salto, este projeto foi alterado para duas barragens. Pois bem, com as represas construídas rio acima, o salto já fica prejudicado, pois fica vários dias submerso, inclusive o nível da água sofre alterações em dias de sol! Coisa que qualquer morador da "costa" pode confirmar. Agora imaginem se forem construídas barragens rio abaixo, sendo que o lago da represa Panambi se estenderá até um pouco acima da barra do Rio Turvo, que fica poucos quilômetros abaixo do Salto Yucumã. Claro que o Parque do Turvo conta com uma infraestrutura muito modesta, mas o Yucumã representa um grande atrativo principalmente para os municípios onde fica situado, sendo eles Derrubadas e El Soberbio. Os argentinos, aliás, recentemente concluíram a construção de uma passarela para que os turistas possam visualizar o salto. Seria uma lástima se ele passasse boa parte do ano debaixo d'água.

 

Outra questão é a alteração do ecossistema, especialmente dos peixes. Como o Felipe Stürmer já colocou, o dourado é uma das espécies que desaparecerá, pois o bicho não gosta de água parada. Assim, qual espécie poderá ser pescada no Rio Uruguai? Provavelmente só carpas e tilápias, criadas em gaiolas submersas...

 

Aliás, esta será outra questão: o acesso ao rio. As empresas não desapropriam somente a área que será alagada, mas também uma faixa de terra no entorno do lago, até para fins de implantação da mata ciliar, uma "compensação" exigida pelo Ibama. Então, na prática, toda faixa de terra adjacente ao lago será de propriedade da empresa binacional dona da hidrelétrica (vide procedimento adotado na PCH Caa-yari, no rio Lajeado Grande...). Claro que eles permitirão a construção de balneários, por exemplo, nos pontos mais distantes da "taipa" da barragem, mas cobrarão para isso, como uma espécie de arrendamento. Permitirão o bombeamento de água do lago para a irrigação de lavouras, mas mediante pagamento de outorga à empresa e à União.

 

E os tais royalties? Cobrirão a queda de arrecadação - especialmente ICMS - ocasionada pela perda de lavouras ou áreas de pastagem? E as indenizações? Pagarão o preço justo pelas propriedades desapropriadas? Inclusive os municípios serão afetados, especialmente os mais próximos das turbinas, já que terão áreas urbanas inundadas. Para se ter uma idéia, em Crissiumal uma estrada municipal ficará submersa em certo trecho. O que fazer, desapropriar mais terra para mudar a estrada? Ou colocar uma balsa? (perdoem-me pela ironia...) E as perdas imateriais? Pessoas que nasceram e se criaram em determinado local agora terão que se mudar em nome do progresso. E as perdas ambientais? Confesso que não vejo muita graça numa ilha artificial... E se atingir o salto Yucumã? Bem, teremos a versão artificial, basta irmos até a usina em épocas de enchente e apreciar o espetáculo da abertura dos vertedouros... (olha a ironia de novo...)

 

Enfim, nada contra o progresso. Confesso que não seria nada fácil viver sem eletricidade - o chuveiro, o rádio e o computador fariam muita falta! Mas existem alternativas para gerar energia. Existem formas de se economizar energia! E existem outras formas para trazer desenvolvimento a uma região e aos habitantes que vivem nela.

 

André Jede, funcionário público, Crissiumal.

 

 

Tem sua opinião? Quer participar do debate? Envie seu texto para nosso e-mail clecio.ruver@hotmail.com. Estaremos levando o debate até o próximo sábado.

 

Foto: Guia Crissiumal Arquivo

 

 

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
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