Por professora Lisiane de Oliveira Güntzel

A pandemia do coronavírus trouxe mudanças em todas as áreas, para toda a população mundial e a educação não ficou de fora, sofreu muito com todo esse contexto.
Desde março de 2020, cerca de 48 milhões de estudantes deixaram de frequentar as atividades presenciais nas mais de 180 mil escolas de ensino básico espalhadas pelo Brasil como forma de prevenção à propagação do coronavírus, dados de acordo com o último censo escolar divulgado pelo Inep (2019).
O afastamento das escolas levou as crianças e os jovens a estudarem em casa, e mostrou em muitos casos o quanto as famílias estavam até então afastadas da escola e do aprendizado de seus filhos. Ao terem que acompanhar mais de perto a rotina de estudos deles, pais e mães perceberam ainda mais a importância e essencialidade do ensino presencial.
As crianças e os jovens não estavam acostumados a rotinas mais pesadas de estudos em casa, ambiente no qual normalmente priorizavam atividades de descanso e entretenimento. De maneira geral, os estudantes não possuíam maturidade para lidar com a autonomia o ensino a distância, em especial os alunos do Ensino Fundamental.A pandemia assim acentuou a diferença entre aqueles que tinham mais dificuldades de aprender; ou que tiveram dificuldades no acesso às informações por meios tecnológicos.
E nesse momento educadores que já na pandemia tiveram rapidamente que se reinventar, se adaptar não somente a um novo estilo de vida frente à necessidade do afastamento social, mas também a ensinar (e aprender) dentro de um novo modelo de educação remota mediada por tecnologia, agora pós pandemia, no retorno presencial deverão novamente estabelecer metas de aprendizagem diferentes para crianças com níveis de aprendizado diferentes, tentando sanar lacunas de aprendizagens.
Enfim a educação evoluiu muito em relação à tecnologia, apesar das fragilidades. Surgiram muitas possibilidades a partir do ensino remoto que devem continuar sendo pensadas, pois após a pandemia, a educação não será mais a mesma, com todos os avanços conquistados e a superação dos desafios pedagógicos por meio do ganho tecnológico, mas importante destacar que o ensino remoto nem de perto substitui o ensino presencial porque a educação não é só conteúdo. Educação é construção de conhecimento coletivo, educação é partilha de saberes e, ao mesmo tempo, é acúmulo de habilidades para construção de um bem comum, para construção, sobretudo de um bem que exige da gente habilidades emocionais e intelectuais, que transformam o nosso eu e que incidem na coletividade da qual pertencemos, assim as novas ferramentas tecnológicas se estabelecem como apoio ao professor no ensino presencial, e não como substituição desses ou da escola.
Por: Lisiane de Oliveira Güntzel - Professora Municipal e Estadual com formação em Geografia Licenciatura e Pós-Graduação em Gestão e Organização da Escola com Ênfase em Coordenação e Orientação Escolar.
Postado: Leila Ruver| Tweet |