Artur jogou no rubro-negro entre 1972 e 1974

Por sugestão do seguidor e apoiador do Guia Crissiumal João Carlos Moerschberger, da Saci Produtos Artesanais, entrevistamos durante a semana Artur Darci Baisch, goleiro do Tupi entre 1972 e 1974.
Artur reside hoje em Giruá e diz ter muito orgulho de ter atuado no time da Terra dos Goleiros. Ele não lembra exatamente o número de jogos em que defendeu o Tupi. Veja abaixo o que pedimos e o que ele respondeu:
GC – Quem eram seus companheiros de time?
Artur – Alguns companheiros da época que jogavam comigo eram: Elbio, Arno e Lauro, os famosos irmãos Borbolha, lembro também do Carlinhos Grun, Mali Spier, Nerci, Pedro, Nêne e Oraci. De Santo Ângelo vinham Edemar, Branco e Betinho. Não lembro de todos. O técnico era Dario de Deus, o Presidente na época era Dr Bonotto.
GC – Quem eram os adversários da época?
Artur – TAC, Acafol de Cruz Alta, AESA de Santo Ângelo, Inter de Santa Maria, Ypiranga de Erechin, São Luiz de Ijuí, Encantado, Getúlio Vargas, São Paulo de Rio Grande, entre outros.
GC – Como foi sua carreira, como chegou ao Tupi?
Artur – Comecei jogando no Oriental de Três de Maio, onde com 16 anos era titular.
Joguei lá muitos anos, pois morava e estudava em Três de Maio. Depois joguei um ano no TAC. O Lauro naquele ano também jogava no TAC. O TAC venceu o jogo contra o Tupi por 3 a 0. Peguei até pênalti, cobrado pelo Nelci. Depois do jogo do TAC contra o Tupi, em Crissiumal, me transferi para o Tupi
GC – Conte-nos alguns fatos marcantes de sua passagem pelo Tupi:
Artur – Fomos jogar contra o Acafol em Cruz Alta. Estávamos nos fardando, quando um dirigente nosso chegou ao vestiário e falou: - Pessoal, o juiz está comprado pelo time de Cruz Alta. Eles precisavam ganhar para seguir em frente no campeonato, foi uma indignação só, nós atletas fizemos um pacto de que não perderíamos o jogo, fui para um canto do vestiário e dizia para mim mesmo, que naquele jogo eu não levaria gol, adrenalina total. Por mais que o juiz quisesse nos prejudicar, ganhamos o jogo por 1 a 0, fechei o gol, peguei tudo e o Lauro fez o gol da vitória. Foi um jogo emocionante. Aliás, todos nossos jogos eram emocionantes, muita garra. Saudades daqueles tempos. Time de garra e raça.
Outra lembrança que tenho é do Danrlei, que era nenê de colo, a Celina, esposa do Elbio ia no jogo torcer, com ele no colo. Também lembro muita da torcida, vibrante e fanática.
Artur Baisch também contou ao Guia Crissiumal que apoiará o time de 2022 na disputa da Série A2, disse que pretende vir a Crissiumal assistir jogos.
Foto: João Carlos Moerschberger, especial
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |