Adolescente de 16 anos foi ouvido nesta segunda-feira

O irmão de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, morto em Planalto, no Norte do estado, foi ouvido pela polícia nesta segunda-feira (1). Segundo o delegado Eibert Moreira Neto, há diferenças no depoimento da mãe, Alexandra Dougokenski, e no do adolescente de 16 anos.
"Fazendo análise das contradições existentes entre a versão apresentada pela Alexandra com a versão apresentada pelo [irmão]. Existem contradições relevantes, que a gente precisa explorar a partir de agora, mas isso será feito agora nos próximos dias. Estamos alinhando essas contradições e fazendo análises delas vamos desdobrar as próximas diligências", afirmou o delegado.
Um laudo preliminar do Posto Médico-Legal de Carazinho indicou que Rafael morreu por asfixia mecânica por estrangulamento. O caso é tratado como homicídio doloso pela polícia.
Por ser menor de idade, o adolescente foi ouvido pelo método de depoimento especial, no qual participa um profissional com treinamento específico.
"Ele foi ouvido como testemunha, mas levando em consideração que na casa existiam três pessoas: Alexandra, o [irmão] e o Rafael, sendo que o Rafael é vítima, e Alexandra é investigada confessa, a gente inicialmente está tratando ele [o irmão] como testemunha. Isso não obsta que ele seja no decorrer da investigação considerado como suspeito, mas isso só vai acontecer se verificarmos que as contradições não foram esclarecidas", apontou Eibert.
A polícia ainda aguarda os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP), mas antecipa que, mesmo sem os resultados, já foi verificado contradições com o depoimento de Alexandra.
"Temos questões que foram constatadas da nossa expertise que são contraditórias com a versão apresentada por ela. Isso será verificada oportunamente com os resultados dos laudos." disse o delegado. "Da mesma forma o interrogatório da Alexandra, que nós tínhamos uma grande expectativa, para verificar a versão que ela apresentaria com relação a narrativa dos fatos. Ela manteve a versão apresentada, mas cotejando essa versão que ela apresentou, com as informações que a gente já tem no inquérito policial, nós constatamos diversas divergências e elas serão importantes para o desenrolar da investigação policial", completou.
Mesmo Alexandra alegando que agiu sozinha, a polícia não rejeita a hipótese de outras pessoas terem participado do crime.
"Nesse primeiro momento da investigação, como ela está em andamento ainda, nós não podemos descartar a participação de nenhuma pessoa. Obviamente algumas delas tem álibis que já foram avaliados e são confirmados pela investigação policial, mas para a gente fazer uma exclusão de suspeita a gente vai aguardar a conclusão do inquérito policial para que isso seja feito no momento oportuno", explicou o delegado.
O delegado afirmou que o pai de Rafael poderá ser ouvido novamente. A polícia espera terminar a investigação em 30 dias
"Essa investigação é de alta complexidade. O prazo normal para conclusão do Inquérito Policial já que ela tá presa é 30 dias. Ela tá presa temporariamente, foi decretada a prisão temporária pelo Poder Judiciário por 30 dias. Obviamente a gente pode pedir a prorrogação desse prazo, mas a gente pretende concluir o inquérito policial nesses 30 primeiros dias. Vamos ver agora o que vai acontecer nos próximos dias para a gente ver se a gente vai ter condição para fazer isso levando em consideração que essa uma investigação de alta complexidade."
Fonte: RBS TV
Postado: Clécio Marcos Bender Ruver| Tweet |