Matéria da Vera Academia

Deonilda com os filhos Rafael, Carolina, Patrícia, Sandra, Jane e a neta Laura.
Até pouco tempo atrás, qualquer pessoa diagnosticada com “Mal de Parkinson” tinha que se conformar com a própria sorte e se resignar a aguardar os efeitos da doença no seu corpo. Mas a ciência tem sido célere, e temos observado muitos avanços no tratamento de várias doenças. Com relação à atividade física não é diferente, e nos últimos 20 anos verificou-se um grande crescimento nas pesquisas e também no interesse clínico em relação à prática de exercícios como tratamento para problemas de mobilidade em pessoas com Doença de Parkinson, objeto desta matéria.
Interessada em oferecer um serviço que transcenda questões estéticas, a Professora de Educação Física Vera Lucia Moerschberger, proprietária de uma academia em Crissiumal, tem oferecido uma série de serviços cuja preocupação não é apenas a estética, mas também a saúde do cliente. Segundo Vera uma atividade física com acompanhamento profissional, para os portadores da doença de Parkinson, possui o potencial de auxiliar tanto nos problemas motores (como marcha, equilíbrio e força), não-motores (depressão, apatia, fadiga e constipação intestinal), bem como nas complicações secundárias da imobilidade (doença cardiovascular e osteoporose). “A prática regular de atividade física pode ser preventiva para indivíduos sem o diagnóstico da doença e também pode atrasar o aparecimento dos sintomas parkinsonianos naqueles indivíduos com o diagnóstico, hoje se sabe que a associação dos exercícios físicos com os medicamentos é melhor do que apenas o tratamento medicamentoso isolado”, complementa a professora.
Vera explica que existe uma série de exercícios indicados para pacientes com Parkison. Como mais da metade dos portadores poderão sofrer quedas a partir da evolução da doença, a professora indica exercícios de melhora da marcha e do equilíbrio. Os exercícios para aumento da força e da flexibilidade também são importantes, devido à reduzida flexibilidade dos pacientes portadores de Parkinson. Essa redução da flexibilidade pode prejudicar o equilíbrio, bem como a realização de atividades do dia-a-dia que necessitem de tal mobilidade. “Os exercícios para desenvolvimento do condicionamento aeróbio são prescritos, pois as pessoas com a doença de Parkinson apresentam função cardiopulmonar reduzida. Exercícios aeróbios, por meio de caminhada, hidroginástica ou treinamento na esteira, mostram benefício na marcha e na qualidade de vida”, exemplifica a profª Vera.
Deonilda Rodrigues e sua luta diária contra a o Parkinson
Para muitas pessoas a descoberta da Doença de Parkinson, significa alijamento da vida social e um mergulho na depressão. Não foi o que aconteceu com a Senhora DeonildaDonini Rodrigues. Pessoa conhecida na comunidade, Deonilda encara a doença como algo normal, um desígnio de Deus, e luta com muita força e bom humor contra os sintomas da doença. Claro que nem sempre foi assim. Ela explica que ao sentir os primeiros tremores, sentiu medo, mas logo procurou ajuda médica. “Primeiro vieram os tremores, depois a lentidão, rigidez e dificuldade em manter o equilíbrio. Deu um pavor, mas com o tempo a gente vai aprendendo a conviver com a doença e lutar contra ela”, explica Deonilda.
Ela também explica que com o passar dos anos os sintomas se intensificaram, principalmente a rigidez e a lentidão. O médico indicou um tratamento com um
fisioterapeuta, e também caminhadas. Ela conta que há quatro anos atrás tomou a iniciativa de procurar também, sessões de hidroginástica, e os serviços de uma profissional de Educação Física, e é aí que entra a Vera PersonalTrainer.A Sra. Deonilda frequenta a academia duas vezes por semana, e conta com atendimento personalizado da Professora Vera. “A atividade física me deu mais agilidade, disposição, bem estar, força de vontade e coragem de enfrentar o dia a dia, mesmo sabendo que a minha doença é incurável. Para as pessoas que assim como eu são portadores desta doença, eu aconselho que nunca percam o bom humor, que tenham fé, e orem pois a oração traz muita coragem. Façam exercícios físicos, passeios, se encontrem com os amigos, divirtam-se. Tudo isso eu procuro fazer e me sinto bem. Façam vocês também, confiem em Deus e vivam felizes”, aconselha Deonilda.
O apoio da família é fundamental
Além do acompanhamento profissional, seja do médico, personaltrainer ou fisioterapeuta, Deonilda sabe que o apoio da família é fundamental para suportar os sintomas da doença, e isto ela fica feliz em afirmar que possui. Uma de suas filhas é enfermeira e Diretora Assistencial e Marketing da CLINIONCO de Porto Alegre. Sandra é uma grande incentivadora da mãe no sentido de que ela leve uma vida ativa e saudável. “A primeira internação e os primeiros sintomas neurológicos inicialmente muito vagos não possibilitou o diagnóstico imediato do Parkinson. Este se confirmou após vários exames e avalições clínicas. No entanto a confirmação da doença é impactante, pois sabemos que não tem cura. O que nos ajudou muito foi o fato de que procuramos imediatamente especialista na área. Isto fez a grande diferença. Ela iniciou com acompanhamento médico e medicação adequada desde o início. Mesmo assim o tratamento exige um acompanhamento rigoroso com o neurologista na medida em que o tipo de medicação e as dosagens dependem muito de paciente para paciente e da evolução da doença. É necessário ir adequando estas medicações conforme as necessidades do paciente. O mais importante é a família ter paciência, pensamento positivo e estimular para que o paciente continue desempenhando suas atividades diárias e profissionais e realizar atividade física rotineiramente, pois para manter a musculatura firme e tonificada e a expansão pulmonar, os exercícios físicos fazem toda a diferença e trazem benefícios significativos na vida desta pessoa. A família é o maior apoio que a pessoa com Parkinson pode ter”.
Fotos

Treinamento aeróbio e de marcha na esteira

Exercício de equilíbrio no disco de instabilidade

Alongamento manipulado de membros inferiores
Fonte / Fotos: Vera Academia
Postado: Leila Ruver
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