Notícia

- 22/01/2011 - O Crime de uma morte anunciada


Opinião

Todos nós assistimos pela mídia a catástrofe que se abateu nos últimos dias sobre a região serrana do Rio de Janeiro. As mortes já chegam a mais de setecentas, fora o número de desaparacidos. Acreditamos que no balanço geral teremos mais de 1500 mortos. Se o Brasil fosse um país onde as responsabilidades nestas catástrofes fossem apuradas e os responsáveis processados cívil e criminalmente, como acontece nos países de primeiro mundo, as coisas seriam diferentes.

 

Hoje o Déficit Habitacional é de 8 milhões de casas. A população pobre e desasistida invade as áreas de risco, onde não poderiam construir qualquer tipo de moradia. As prefeituras destas cidades não fiscalizama e nem tem uma política habitacional para construir casas em áreas seguras. Não existe em nenhuma destas áreas um mapeamento das áreas de risco. Basta lembrar da tragédia do ano passado, em Angra dos Reis, onde nada foi feito. Os radares nestas áreas já deveriam estar funcionando há quatro anos.

 

Vamos fazer um comparativo com as enchentes da Austrália, lá até agora são aproximadamente 20 mortos. Nesse paíshá um sistema permanente de vigilância em catástrofes, de maneira nenhuma são permitidas construções de casas em áreas de risco e, existe um sistema nacional de prevenção de catástrofes comandados por técnicos e não políticos como no nosso país. O Senador Aloisio Mercadante é um excelente economista, poderia até ser Ministro da Economia, porém de ciência e técnologia deve entender muito pouco. Isto mostra que a situação no Brasil é completamente contrária a da Austrália. E isso não é só culpa de quem está no mandato, mas sim de todos os partidos.

 

Para ser ter um exemplo, na Inglaterra, o Primeiro Ministro tem a sua disposição 120 Cargos de Confiança (CCS) e 20 Ministros. Toda a máquina pública é composta por funcionários públicos concursados. Sai governo e entra governo a administração pública continua a mesma. No Brasil se não me falha a memória  são 30.000 (trinta mil) CCS a nível federal e 3000 (três mil) a nível estadual. Com isso leva-se um ano para adequar-se a todas estas trocas. Resumindo A (O) Presidente da República e os Governadores tem na verdade só três anos de mandato.

 

Um País com todas essas desigualdades pode se dar ao luxo de sediar Copa do Mundo e Olímpiadas? Os únicos beneficiados com esses eventos são os empresários do eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais. E depois ainda reclamam do povo ter votado no Tiririca. E para finalizar, o que vão fazer com o Estádio Mané Garincha depois da copa?

 

Um grande abraço a até a próxima.

 

Postado: Dr. Carlos Alberto Figueiredo
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