Notícia

Variedades - 24/07/2020 - Crissiumalense Fabio Schneider foi entrevistado pelo Jornal do Comercio


Entrevista foca busca por casas e bairros mais distantes para viver na pandemia

O criador e primeiro proprietário do site Guia Crissiumal, atualmente residindo em Porto Alegre, foi entrevistado com sua família pelo Jornal do Comercio.

A entrevista aborda a busca dos porto-alegrenses por casas em bairros mais distantes da capital.

Fábio ainda possui grande ligação com Crissiumal, onde tem diversos familiares, inclusive seu pai. Ele também segue prestando relevantes serviços ao site Guia Crissiumal.

Leia na íntegra a reportagem:

O profissional de TI Fabio Schneider juntou duas situações: o baixo astral da filha Larissa, de cinco anos, e a gravidez da mulher Thais Bocchi, para radicalizar. Trocou o apartamento confortável em um bairro valorizado e próximo ao Centro de Porto Alegre por uma casa na Zona Sul da Capital. Tudo na pandemia, que abriu as portas para mudanças como a de Schneider e família e muito mais gente, constatou a imobiliária virtual Quinto Andar.

Pesquisa exclusiva do app, que se considera a maior imobiliária do Brasil por ter na carteira R$ 28 bilhões em ativos, para o Jornal do Comércio descobriu que muito mais gente está seguindo os mesmos passos do pai de Larissa. As pessoas estão trocando locais situados em áreas com maior concentração e fluxo para morar em bairros mais distantes e com espaço de convivência e contato com a natureza.

"Nos primeiros três meses da pandemia, minha filha respondeu bem, mas depois começou a não querer mais sair de casa e nem usar máscara. Ela começou a ficar pra baixo", recorda o consultor. "Quando vi ela assim decidi: quer saber, vamos mudar no meio de tudo isso e vamos buscar uma casa", disse Schneider, sobre a resolução.

Ele admite que já havia pesando na possibilidade de trocar o apartamento por casa, mas sempre adiava. "Se não fosse a pandemia, não mudaria", garante o porto-alegrense, citando que conseguiu manter o mesmo nível de despesa. Schneider e a mulher, que tiveram a notícia do segundo filho em meio ao isolamento, queriam um lugar com grama e espaço para a filha poder mexer com plantas. 

"Para sentar no sol com a minha filha sem usar máscara", resume o profissional de suporte em TI.  A cadelinha Pipoca, pet da família, também ganhou um pátio para correr à vontade. Detalhes como segurança, que costumam pesar na resistência por casas, foi resolvido após conversa com a proprietária que topou instalar cerca elétrica no entorno do imóvel no molo do bairro Tristeza.

Os novos focos nas locações ficam claros na comparação do primeiro e segundo trimestre na plataforma do Quinto Andar em Porto Alegre. Os quatro bairros com maior aumento percentual de procura estão todos fora dos eixos centrais - Jardim Itu-Sabará (74% mais), Vila Ipiranga (51%), Alto Petrópolis (27%). Tristeza (25%) e Cavalhada (19%). Três ficam na zona norte e dois na zona sul.

Já as regiões com queda no interesse combinam tanto zonas mais centrais como distantes - as maiores quedas foram do Partenon (-25%) e Floresta (-12%). Também caem nas buscas Centro Histórico (-7%), Cidade Baixa (-6%) e Moinhos de Vento (-5%). No ranking dos dez bairros mais buscados, a mudança é mais sutil, pois o volume total pesa mais, mas já se detecta que endereços na Vila Ipiranga, que fica nas imediações do Shopping Iguatemi, subiram posições - de último da lista para o sexto lugar. 

"A mudança foi muito rápida. Foi um choque. Usamos a inteligência de dados para conseguir entender melhor o que a pessoa quer e colocar mais atenção para aumentar a oferta", diz o gerente executivo de estratégia da empresa, Arthur Malcon.

Não foi só novos endereços que entraram no radar dos usuários do app. A busca por casas em condomínios cresceu 20% e em endereços sem a estrutura fechada, 5%. Enquanto isso, o interesse por apartamentos caiu 2% e unidades compactas, como estúdio ou kitnet, 13%. Neste quesito, a imobiliária virtual relaciona a busca pela proximidade com a natureza.  

Outra mudança é de tamanho das residências. Usuários buscaram 30% mais opções com três quartos e 29% mais por quatro. "As pessoas querem mais espaço para convivência ou para home-office", explica Malcon, que admite não ter como saber se isso veio para ficar. "Achamos que não é um comportamento de curto prazo. Ninguém se muda para resolver a vida por dois a três meses. O contrato de locação é de 30 meses", observa Malcon.

O aplicativo rastreou mais preferências que se acentuaram na pandemia. Estar mais em casa também pede facilidades como churrasqueira. As características mais olhadas foram o local para assar carne (71%), sol da tarde (37%) e luminosidade natural (11%). No fluxo inverno, teve queda de 35% o quesito morar perto de metrô ou trem.

Larissa já aproveita o novo ambiente na casa na zona sul em Porto Alegre. Foto: Fabio Schneider/Divulgação 

Schneider, a mulher, Larissa e a cadelinha Pipoca já curtem a nova moradia há um mês. O profissional de TI diz que a filha voltou a sorrir. "Já evitei psicólogo e psiquiatra para nós e para ela. Está pesado para todo mundo", acrescenta. Justamente por isso, Schneider passou a incentivar os amigos a fazer o mesmo. "Quem sabe motivo pessoas que estão na dúvida a se decidir", conclui.

Malcon cita que o comportamento dos moradores de Porto Alegre aparece em outros mercados que o Quinto Andar atua no País. Outro detalhe detectado é que o tempo para efetivar contratos é menor quando é casa, indicando o efeito de maior interesse. Mas a procura por residências na Capital acabou afetando preços dos aluguéis, que subiram 8% nesse tipo de imóvel.

Em geral, contratos fechados no segundo trimestre tiveram queda de 8,3% no valor, passando de média de R$ 1,2 mil para R$ 1,1 mil por mês. Apartamento teve queda de 8% e estúdio ou kitnet, de 10%. Mais de 60% dos bairros com ofertas no Quinto Andar tiveram redução de preços.  

 

Fonte: Jornal do Comercio

Postado: Clécio Marcos Bender Ruver
Vídeos

Primavere-se Ju e Ju Modas




Q-Fria entrega picolés Dia das Crianças 2020